Como já falamos anteriormente, o real é a moeda com pior perfomance perante o dólar do mundo, mas o Financial Times acha que ainda não chegamos no fundo.

Em uma matéria publicada o FT defende que o real pode cair ainda mais. Desde janeiro, a moeda brasileira perdeu 32% de valor perante o dólar.

Para o gestor de portfólio da DWS Group “é improvável que o ritmo de declínio que vimos continue, mas esperamos que o real enfraqueça um pouco mais“.

Já o banco Goldman Sachs acredita que em três meses o dólar atinja o patamar de R$6,00. O HSBC prevê o dólar a R$6,20 até o final do ano. Enquanto o JPMorgan espera R$6,00 até o final de junho.

O artigo aponta a instabilidade política brasileira como um dos fatores para a perda de poder do real perante o dólar. Mas não é só isso, a política de juros baixo tem tornado o país menos atrativo para investidores estrangeiros.

Por último, é mostrada a preocupação perante a nossa política monetária e o controle da inflação. Apesar do IPCA ter sido deflacionário no último mês, Paulo Guedes imagina um programa de injeção massivo de dinheiro na economia.

Em live com o Banco Itaú, Guedes disse que queria “chuveirar liquidez na economia inteira“.

“Vem o cara da maquininha, vem o cara do recebível, vem quem quiser, vem até pipoqueiro e pode participar do leilão de liquidez. Nós vamos chuveirar dinheiro na economia inteira.”, completou o ministro.

Wim-Hein Pals, gestor de portfólio da holandesa Robeco que com mais de €246 bilhões em gestão, disse ficar um pouco aflito com a situação brasileira:

“A flexibilização quantitativa no Brasil me deixa um pouco nervoso porque o país não tem o melhor histórico de gerenciamento da inflação”, disse Wim-Hein.