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Rede Blockchain Brasil entra em fase de maturidade do ecossistema: coordenação descentralizada, norte estratégico declarado e primeiro site dedicado      

 A Rede Blockchain Brasil (RBB) chega ao TokenNation para marcar um novo momento de maturidade do seu ecossistema. Não se trata de uma estreia pública: a rede sempre operou de forma aberta, com toda a sua produção código, indicadores e atas disponíveis no GitHub. O que muda agora é o grau de coordenação e visibilidade desse ecossistema, expresso em três frentes simultâneas: a descentralização das coordenações, um norte estratégico público para os próximos meses e novos canais de comunicação, incluindo o primeiro site dedicado da rede, ainda em versão beta.

O momento será apresentado em um fireside chat conduzido pela jornalista Rita Wu com Camila Rioja, representante do Plexos Institute e responsável pela recém-criada Coordenação de Ecossistema da RBB. A escolha do palco é simbólica: a rede chega a um evento dominado por tokenização de ativos e stablecoins com uma proposta de tom inverso institucional, “anti-hype”, centrada em aplicações de interesse público em vez de promessa especulativa.

O que é a RBB

A Rede Blockchain Brasil é uma rede blockchain público-permissionada de abrangência nacional, mantida sob acordo de cooperação por instituições públicas, centros de pesquisa, universidades, empresas públicas de tecnologia e parceiros entre eles BNDES, TCU, Serpro, Dataprev, RNP e CPQD. Sua missão é facilitar a adoção de blockchain no Brasil por meio de infraestrutura tecnológica compartilhada e estrutura de governança, apoiando aplicações de interesse público com transparência, auditabilidade, rastreabilidade e responsabilização institucional.

Camila Rioja resume o modelo desmistificando-o, e esclarecendo a proposta de valor: “Três verbos definem a rede: Aberta para verificação, permissionada para responsabilidade, governada coletivamente. Qualquer um confere os dados; só quem é autorizado escreve; ninguém decide sozinho.“

Tecnicamente, opera sobre Hyperledger Besu com consenso QBFT. A abertura é estrutural: em maio de 2026, o Comitê Executivo registrou o lançamento do Explorador de Blocos da Mainnet, sediado e desenvolvido pelo TCU, que permite a qualquer pessoa visualizar e auditar transações e contratos inteligentes da rede.

“Optamos por uma arquitetura permissionada sobre Hyperledger Besu com consenso QBFT, de forma a viabilizar uma plataforma baseada em código aberto, sem grande demanda energética, sem remuneração aos produtores de blocos e compatível com EVM, de forma a minimizar custos e barreiras de entrada, facilitar o desenvolvimento de aplicações e incentivar o uso da tecnologia com propósito. Tais escolhas permitem auditabilidade, responsabilização e inovação, criando um ecossistema com participantes institucionais conhecidos“, afirma João Alexandre dos Santos Lopes, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Descentralização das coordenações

O primeiro eixo desta fase de maturidade é a descentr 

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