Nesta quinta-feira (28), após as enormes quedas de preços de ontem, o Bitcoin (BTC) se recuperou e está acima de US$ 60 mil novamente. A maioria das altcoins também está ligeiramente verde hoje, com Dogecoin (DOGE) e Shiba Inu (SHIB) disputando para ver quem faz mais pontos em 24 horas, segundo o CoinGoLive.

No Resumo de Mercado de hoje, também discutiremos as consequências do avanço da PEC dos Precatórios no Congresso e a alta na taxa básica de juros Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano, conforme era esperado pela maior parte do mercado. 

Recuperação do Bitcoin segundo o CoinGoLive
Ranking de Criptomoedas – Fonte: CoinGoLive.com.br

Bitcoin se recupera da queda 

Mantendo o apetite pelo risco, os mãos de diamante não se deixaram abalar por conta da queda no mercado e, consequentemente, o líder das criptomoedas voltou a ser negociado acima de US$ 60.000 nesta manhã, segundo o CoinGoLive.

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O Bitcoin se recupera da queda de ontem, subindo 4,2% nas últimas 24 horas. Entretanto, seus ganhos em uma semana continuam negativos. 

Rinha de cachorros

Quem aproveitou a queda no preço do Bitcoin ontem foi o presidente de El Salvador, que revelou ter comprado mais 420 BTC. 

O plano de Nayib Bukele, que liderou o processo de adoção do Bitcoin no país, é o maior teste para o Bitcoin em seus 12 anos de história. Mas ainda sim, a experiência do Bitcoin é um grande risco político para Bukele, segundo Valéria Vasquez, analista da América Central para a consultoria de risco Control Risks. 

Pois se os salvadorenhos começarem a perder dinheiro em suas carteiras de bitcoin, isso pode custar-lhe o apoio popular.

Em meio a isso tudo, a capitalização de mercado da criptomoeda está em cerca de US$ 1,15 trilhões e sua dominância sobre as moedas alternativas diminuiu para 42,7% visto que a maioria delas também realiza pontos positivos em 24 horas. 

Juros sobem 

Para conter a escalada inflacionária no Brasil, ontem o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou ontem a taxa básica de juros Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano, conforme era esperado pela maior parte do mercado.

As projeções de inflação e o balanço de riscos do Banco Central indicam que os juros ainda têm muito a subir, mas o ritmo de aperto de 1,5 ponto porcentual é suficiente para garantir o cumprimento das metas por enquanto. O colegiado indicou um novo movimento da mesma magnitude para a próxima reunião, em dezembro.

Para além do combate à inflação, a ação mais agressiva do Banco Central na definição da taxa Selic tem repercussões fiscais. Já que só o efeito direto na dívida atrelada à Selic (que representa metade de tudo o que o país deve), se essa elevação de 1,5 ponto porcentual for mantida por 12 meses, é da ordem de R$ 47 bilhões.

A dívida atualmente está em 82,7% do PIB, mas a situação pode piorar caso a PEC dos Precatórios seja aprovada no Congresso. 

O texto apresentado pelo Executivo permite amplo parcelamento dessas despesas com precatórios e cria um fundo para viabilizar parte do seu pagamento por fora do Orçamento da União e do teto de gastos. Assim, o risco fiscal apontado pela Instituição Fiscal Independente (IFI) se materializa.

Segundo a IFI, criada no final de 2016 com o objetivo de ampliar a transparência nas contas públicas: 

“As consequências serão muito claras e já se materializam nos preços dos ativos. A primeira, o aumento dos juros exigidos pelo mercado nas operações com títulos públicos.

A segunda, o aumento dos juros, por parte do Banco Central, para fazer frente aos efeitos ocasionados sobre a inflação a partir da maior percepção de risco. Este que se correlaciona com a taxa de câmbio.

A terceira, os efeitos dos dois primeiros pontos sobre a dívida pública. O custo médio das novas emissões do Tesouro tende a crescer, implicando maiores gastos com juros. A dinâmica da dívida, a médio prazo, será prejudicada, isto é, o objetivo de torná-la sustentável ficará mais penoso na presença de juros médios mais altos.

Em outras palavras, será preciso produzir maior esforço fiscal primário.”

Rinha de cachorros 

A maioria das altcoins acompanhou o movimento ao norte do Bitcoin, mas Dogecoin (DOGE) e Shiba Inu (SHIB) impressionaram com seus ganhos de dois dígitos nas últimas 24 horas. 

Saindo na frente por conta da listagem em uma corretora turca, o token SHIB saltou 40,48% em 24 horas e ainda tomou o lugar da Dogecoin no ranking de criptomoedas por capitalização de mercado. 

Leia também: Listagem em corretora turca impulsiona Shiba Inu para ATH

Ethereum (ETH), que agora está mais próxima da atualização Ethereum 2.0, também cresce em um dia. Sendo negociado agora a US$ 4.156 o token ETH subiu 3,81% nas últimas 24 horas.  

O resultado das principais altcoins nas últimas 24 horas é o seguinte: Ethereum (+3,81%), Binance Coin (+5,44%), Cardano (+1,06%), Solana (+2,37%), Ripple (+4,12%), Polkadot (+1,81%),   Shiba Inu (+40,48%), Dogecoin (+23,26%), Terra (+1,21%), Avalanche (+1,79%) e Chainlink (+1,88%). 

A capitalização de mercado acumulada de todas as criptomoedas voltou ao nível de US$ 2,69 trilhões.


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