“Se não pode vencê-los, junte-se a eles”, o ditado popular está se tornando uma realidade na medida em que os Estados se dão conta que o Bitcoin é inevitável.

O Uzbequistão, país com população menor que o estado de São Paulo, decidiu criar uma pool de mineração para criptomoedas. Essa será a primeira vez que um Estado institucionaliza a mineração de criptos como política de desenvolvimento.

“Precisamos fazer isso a tempo, para que os investidores que estão prontos para vir para cá não se espalhem pelos países vizinhos”, disse Vyacheslav Pak, responsável pelo desenvolvimento do projeto.

As pools de mineração são websites que tem a função de juntar as forças entre diversos mineradores de criptomoedas, aumentando as chances de um bloco ser descoberto. Assim, a recompensa é dividida conforme o esforço de cada minerador.

Entretanto, esse processo é muito custoso e já está consumindo 10% da energia de alguns países.

De acordo com o portal Bitcoin.com, os participantes dessa pool nacional vão ganhar descontos na energia elétrica.

Enquanto alguns países tentam banir as criptomoedas, como é o caso da Bolívia, outros já se deram conta que isso é impossível e infrutífero. A estratégia agora é controlar os recursos.

Contudo, sabemos bem que a ineficiência estatal pode atrapalhar os mineradores desse país, que temem o aumento de preço na eletricidade para quem não se juntar a iniciativa.

Falando em energia, quase que o governo Bolsonaro ajudou a criar templos de mineração de criptomoedas. Entenda essa história curiosa no texto Bolsonaro quer subsidiar energia nas igrejas, mineradores de bitcoin se convertem.