Uma das maiores redes de pagamentos do mundo entrou de vez no mercado de criptomoedas com a compra do seu primeiro NFT, acontecimento que pode virar um marco na história da companhia e do mercado financeiro. 

Fundada em 1958 e avaliada em U$136 bilhões a Visa anunciou hoje (23/08) a compra do seu primeiro non-fungible-token (NTF) e mais do que isso, ela oficialmente a “era do comércio NFT”. 

“Nos últimos 60 anos, a Visa construiu uma coleção de artefatos históricos de comércio – desde cartões de crédito de papel inicial até a máquina zip-zap. Hoje, à medida que entramos em uma nova era de comércio NFT, a Visa dá as boas-vindas ao CryptoPunk #7610 à nossa coleção.” – afirmou a Visa oficialmente no Twitter.

A Visa gastou 50 ETH na compra do CryptoPunk  #7610 , uma arte digital pixelada e digitalizada no blockchain do Ethereum.

CryptoPunk da Visa
CryptoPunk da Visa que custou o equivalente a R$893 mil

“A prática de fazer e manter coleções é tão antiga quanto a própria civilização. Faz sentido que essa unidade para coletar e exibir itens de significado nos siga para o mundo virtual, onde estamos interagindo com amigos, colegas de trabalho e outras comunidades da Internet.

Take CryptoPunks — uma coleção de imagens de pixel art. O que começou como um experimento artístico precoce e rapidamente se tornou um ícone cultural para a comunidade cripto. De fato, para reconhecer o papel que os CryptoPunks desempenharam como um projeto histórico da NFT, fazendo pontes de cultura e comércio, a Visa decidiu comprar o CryptoPunk 7610.” – explicou Cuy Sheffield, expert em criptomoedas da companhia.

Visa: A “era do comércio NFT” e o metaverso

Como explicamos no podcast “Play-to-earn chega ao Bitcoin junto com NFTs, eles têm algum valor?”, a realidade digital e aumentada serão as próximas fronteiras. Não é à toa que o Facebook está direcionando boa parte das suas energias para explorar esse novo universo virtual, chamado de “metaverso”. 

O metaverso é digital, mas isso não significa que não haja escassez nele. Imagens em JPG que são facilmente compartilhadas podem, com a tecnologia do blockchain, se tornarem posse de uma única pessoa.

Isso abre a possibilidade para a criação de tribos digitais baseadas no consumo, itens exclusivos e a reprodução social dentro do mundo digital. Conforme as máquinas forem tomando o trabalho físico e as tarefas exercidas pelo ser humano no mundo real, o espaço digital crescerá tanto no número de pessoas quanto na sua relevância econômica. 

As pessoas ainda vão querer gastar em cafés superfaturados, tênis ou carros de luxo, mas agora eles estarão no mundo virtual. 

Nas primeiras semanas de agosto o marketplace de NFTs OpenSea ultrapassou o volume mensal de todas as exchanges de bitcoin brasileiras combinadas e foi o primeiro a atingir a marca de US$1 bi em negócios.  

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