El Salvador, conhecido como o país do Bitcoin desde a aprovação da “Lei Bitcoin”, está passando por um momento turbulento politicamente e empresas estão deixando de aceitar a criptomoeda.

Os níveis de violência explodiram em El Salvador nos últimos meses. Em apenas um final de semana uma gangue foi acusada de assassinar 87 pessoas, incluindo indivíduos que não possuíam qualquer relação com gangues rivais.

Apesar de negar, o presidente Nayib Bukele foi acusado pelos Estados Unidos de fazer um acordo secreto com as gangues locais para diminuir a violência em troca de “incentivos financeiros, prostitutas e acesso a telefones celulares a líderes de gangues presos”.

Conforme publicou o G1, Bukele foi eleito com a promessa de que diminuiria a violência no país, o que de fato aconteceu. O ano passado viu apenas 28% do número de homicídios que 2017 apresentou em El Salvador. No entanto, se houve algum acordo secreto, ele foi quebrado.

Uma onda de violência causada pelas gangues locais teve início no final de março, mas foi interrompida pelo governo salvadorenho, que começou a encarcerar em massa os membros de gangues.

Segundo o presidente do país, a Polícia Nacional Civil de El Salvador e as Forças Armadas foram capazes de prender mais de 20 mil pessoas em apenas 33 dias.

O resultado foi o mês de abril com menos homicídios na história de El Salvador, conforme compartilhou a podcaster focada em Bitcoin Stacy Herbert, esposa de Max Keiser.

A aceitação do Bitcoin diminuiu?

Em meio a tensão no país do Bitcoin, a aceitação do BTC como forma de pagamento supostamente viu uma diminuição, com relatos de clientes afirmando que a Starbucks, por exemplo, não estava aceitando mais a moeda digital.

Outras fontes confirmaram que o Starbucks em El Salvador havia começado a recusar pagamentos em bitcoin, aceitando apenas dinheiro ou cartão.

Sobre a falta de aceitação ser ilegal, o mesmo usuário no Twitter disse que, até onde ele saiba, “a parte ‘o bitcoin é obrigatório’ da lei nunca foi aplicada, nem houve qualquer tentativa de aplicá-la.”.

Porém, o assessor jurídico da presidência, Javier Argueta, já esclareceu que as empresas que não cumprirem com as obrigações de aceitar bitcoin estão incorrendo em infração ao Direito do Consumidor.

Vale lembrar que, em junho de 2021, o Cointimes recebeu uma resposta oficial através do Portal da Transparência de El Salvador que não havia qualquer legislação que puna quem não usar bitcoin.

O Cointimes também tentou entrar em contato com o Starbucks de El Salvador, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

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