A polícia francesa prendeu 29 pessoas em uma vasta operação para derrubar um esquema de financiamento ao terrorismo usando criptomoedas nesta terça-feira (29).

A rede de financiamento foi descoberta em janeiro de 2020, quando o serviço do Ministério das Finanças detectou uma complexa rede de transferência de fundos entre jihadistas franceses e sírios. 

As investigações identificaram Mesut S e Walid F, ambos com 25 anos, como os arquitetos do esquema e suspeitos de serem membros da Hayat Tahrir Al-Sham, afiliados da Al Qaeda. Ambos foram condenados na França em 2016 e sentenciados à revelia a penas de prisão de 10 anos. 

Como funcionava?

Os outros 29 detidos nesta terça-feira são suspeitos de injetarem fundos na rede. Os poucos detalhes revelados pela mídia até o momento revelam que os supostos financiadores usavam cupons com criptomoedas, comprados anonimamente. 


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Esses cupons são vendidos em pequenas lojas na França, como uma forma de aumentar a adoção de criptoativos e geralmente estão disponíveis com valores entre 10 e 150 euros. 

Contudo, o relato oficial explicou ainda que os estágios iniciais da rede começaram em 2013. Os suspeitos usaram principalmente dinheiro e o transferiram para países vizinhos à Síria. No entanto, conforme as autoridades aumentaram seu controle, a rede evoluiu para um sistema mais sofisticado e menos visível.

Isso levou ao uso de criptomoedas nos anos mais recentes. Mesut S e Walid F supostamente orquestraram as transferências de ativos digitais para jihadistas franceses que permaneceram na Síria.

Estima-se que centenas de milhares de euros tenham sido fornecidos pela rede, beneficiando membros da Al Qaeda que ainda se escondem no noroeste da Síria, mas também jihadistas do grupo do Estado Islâmico, que está em fuga desde seu líder Abu Bakr al- Baghdadi, morreu durante um ataque das forças dos EUA em outubro de 2019.

Isso mostra que as autoridades conseguem investigar crimes usando criptomoedas assim como qualquer outro instrumento monetário. Inclusive, a ex-promotora de justiça dos EUA Kathryn Haun afirmou que o “Bitcoin está longe de ser anônimo” e para ela é mais fácil fazer investigações quando o bitcoin está envolvido – veja os motivos no texto “Bitcoin é mais fácil de investigar que dinheiro ou transferências bancárias

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