Na terça-feira (14/09) a criptomoeda Solana (SOL) teve um problema fatal que a paralisou por mais de 16 horas. A SOL foi fortemente criticada, mas ela não foi a única que passou por problemas semelhantes, até o bitcoin teve seus dias ‘bugados’.

Uma noite quase fatal para o Bitcoin

Na noite de 12 de março, após 4 anos da existência do bitcoin, a principal criptomoeda do mercado acidentalmente se dividiu em duas. 

A bifurcação (também chamada de fork) foi introduzida por uma alteração no banco de dados usado para sincronizar as transações e blocos. Edilson Osório, empresário, desenvolvedor e early-adopter do Bitcoin no Brasil resumiu o problema:

 Edilson Osório no Twitter explicando sobre o bitcoin

Somente após 6 horas que os desenvolvedores, nós e mineradores conseguiram solucionar o problema, que causou a reversão de 40 blocos no blockchain do bitcoin. 

Na época, o bitcoin era extremamente centralizado em comparação com hoje e a pool BTC Guild poderia sozinha fazer um roll back combinando o poder de mineração do “Bitcoin versão 0.7”.  

A pool chegou a falar com o desenvolvedor do Bitcoin Core Pieter Wuille, que recomendou um consenso com o resto da comunidade. 

“Eu posso sozinho colocar 0,7 de volta ao poder de hash da maioria – eu só preciso de confirmação de que é isso que deve ser feito”, afirmou a BTC Guild em uma sala de bate-papo de desenvolvedores.

Conversa em inglês entre BTC Guild e Pieter Wuille

O hack que fez o Ethereum voltar no tempo

Em junho de 2016, a jovem rede Ethereum sofreu um dos seus piores reveses. 

A organização de investimento descentralizada The DAO foi hackeada, fazendo evaporar 3,6 milhões de ethers (US$50 milhões na época) das carteiras do contrato inteligente. 

O hack foi tão sério que boa parte dos desenvolvedores e dos mineradores apoiou a ideia de uma reversão do blockchain. Contudo, os que não suportaram a ideia foram os responsáveis pelo Ethereum Classic, visto por muitos como o verdadeiro Ethereum.

Solana, BEAM e XRP

Além desses casos mais famosos, outros como o da criptomoeda Beam e até mesmo da XRP ficaram na história. A criptomoeda voltada para privacidade Beam parou de funcionar por 3 horas em 2019 devido a um bug na criação de um bloco no blockchain.

Já a XRP perdeu o histórico de 32569 blocos, devido a bugs e falta de descentralização.

Recentemente, a Solana teve que reiniciar sua rede para voltar a funcionar, coordenando criadores de blocos, desenvolvedores e comunidade em busca de uma solução. 

O que esperar das criptomoedas com tantos bugs?

Apesar das falhas, sistemas como o do Bitcoin são vistos como mais seguros que os usados pelos bancos. Isso acontece devido a uma série de fatores como o desenvolvimento com código aberto, maior transparência na tomada de decisões, auditorias livres para todos e forte criptografia. 

No caso da SOLANA, criptomoeda com um “CEO”, a tomada de decisões pode estar inicialmente nas mãos de poucas pessoas, contudo, se a rede for realmente descentralizada qualquer um pode fazer um fork de sucesso.

Um desses casos é o da criptomoeda Monero, que foi um fork do código da moeda Bytecoin, resultando no criptoativo BitMonero. Contudo, o Bitmonero era liderado por desenvolvedores que não ouviam a comunidade, resultando no fork Monero – atualmente a criptomoeda mais privada do mundo. 

Os bugs e os problemas vão continuar em todo software criado por seres humanos, a grande questão é como devemos tratá-los. Devemos escondê-los como os bancos fazem ou expô-los como as criptomoedas?

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