A alta da taxa de juros e as dificuldades de acesso ao crédito rural têm sido motivo de preocupação para o agronegócio, que agora busca por alternativas de financiamento com criptomoedas. 

No início de fevereiro, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) enviou um ofício ao ministro da Economia, Paulo Guedes, cobrando soluções. A entidade pede um projeto de lei complementar que recomponha o Orçamento de 2022 e garanta os recursos necessários para o setor.

Alta dos juros 

Representações do setor pedem ao governo uma solução para a retomada da liberação dos financiamentos controlados para custeio e investimento. Essa discussão, em plena colheita da safra de verão e início do plantio das culturas de meio de ano no Brasil.

“A escalada da taxa Selic desde março/2021 não foi dimensionada quando da formulação do orçamento 2022, o que compromete novas operações de crédito em 2022, assim como as tão necessárias renegociações de prazos de reembolso do crédito nas regiões cuja produção agropecuária foi significativamente impactada pela seca ou por chuvas excessivas”, justifica o presidente da CNA, João Martins, nos ofícios.

Alternativas de financiamento com criptomoedas

Embora consideradas ainda complexas e voláteis, algumas empresas que apostam nesse mercado criptomoedas lastreadas no agronegócio brasileiro projetam um potencial bilionário para os próximos anos.

Alguns ativos que já foram lançados podem ser uma opção para quem quer apostar no setor sem ter uma fazenda ou para agricultores que desejam comprar insumos e pagar com produção, em operações parecidas com o “barter”.

Barter é uma negociação que acontece entre o produtor rural, a distribuidora de insumos agrícolas e a trading. A operação de Barter consiste na troca de insumos pela produção, onde o distribuidor libera os mesmos e o produtor paga essa compra a prazo, com parte do que ele vai produzir.

US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos

Uma das pioneiras no segmento é a start-up argentina Agrotoken, que lançou em 2021 três moedas digitais lastreadas em commodities agrícolas, ou stablecoins. A primeira foi a Soya, cuja unidade representa uma tonelada de soja. Depois vieram a Cora e a Whea, lastreadas em milho e trigo, respectivamente.

A cooperativa Minasul, que atua no setor cafeeiro, lançou em julho de 2021, outra moeda digital rural, a Coffee Coin. Cada uma equivale a um quilo de café — uma das commodities agrícolas que mais se valorizaram nos últimos meses — dos seus estoques. Até o momento, já foram colocados no mercado 60 mil tokens.

Eles oferecem a opção para que outras pessoas participem desse mercado, pois os  produtores de café têm como vantagem evitar o envelhecimento da safra ao convertê-las em criptomoedas que podem ser usadas na própria cooperativa para a compra de insumos.

Outra iniciativa é a Culte Coin, lançada pela start-up Cult, que tem como foco a ajuda no financiamento de pequenos produtores rurais.

A ideia é que a Culte Coin seja integrada ao, já existente, marketplace da Culte, que, entre seus serviços, oferece uma loja online para os produtores, conta digital e emissão de boleto.

A partir da implementação, os detentores das Culte Coins terão acesso a áreas exclusivas do marketplace. Lá, agricultores, agroindústrias e fornecedores de insumos disponibilizarão seus produtos para comercialização. A CulteCoin é um token que vai ser utilizado dentro desse ecossistema. 

A empresa pretende movimentar por volta de US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos após o início das vendas públicas dos tokens, como destaca a sócia da Cultem Bianca Ticiana. Inicialmente, foi realizada uma pré-venda de tokens que equivalem a 10% do total pretendido.

Tamanho do mercado de crédito 

As novas alternativas tecnológicas, principalmente, as criptomoedas vão auxiliar muito no financiamento antecipado da produção agrícola. O mercado a ser explorado é volumoso. 

De julho do ano passado a janeiro deste ano (primeiros sete meses do atual ano-safra), as contratações de crédito rural relativas ao Plano Safra 2021/2022 totalizaram R$ 174,005 bilhões, de acordo com dados do Ministério da Agricultura. 

O montante é 31% maior que o registrado no mesmo período do ciclo 2020/2021. Os financiamentos controlados somaram R$ 117,767 bilhões (+32%) e os livres, R$ 56,239 bilhões (+28%). 

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina , durante lançamento do Plano Safra 2021/22 no Palácio do Planalto - Fonte: Fabio Rodrigues Pozzebom
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina , durante lançamento do Plano Safra 2021/22 no Palácio do Planalto – Fonte: Fabio Rodrigues Pozzebom

Nos ofícios enviados ao Ministério da Economia e à FPA, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta que a situação atual traz insegurança em relação ao crédito também para o próximo ano-safra.

“Também nos preocupa o aumento do custo do crédito direcionado e livre na safra 2022/2023 e a possibilidade de falta de recursos para financiamento do setor agropecuário, decorrentes da rápida elevação da taxa básica de juros. O aumento do custo do crédito deve ocasionar aceleração inflacionária e comprometer o próprio crescimento econômico do País”,  diz a CNA.

 E com a Selic alta, não tem muita saída e o mercado de máquinas subiu em volume de vendas e preço”, avalia Estêvão, destacando que o segmento movimentou no ano passado cerca de R$ 70 bilhões.

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