Charlie Munger, famoso investidor e vice-presidente da Berkshire Hathaway, seguiu os passos de Warren Buffett ao criticar duramente o Bitcoin na reunião anual do Daily Journal Corporation na quarta-feira, 24 de fevereiro.

Em uma de suas declarações, ele citou o escritor inglês Samuel Johnson quando questionado sobre o que era pior: Bitcoin ou Tesla:

“Senhor, não há como definir o ponto de precedência entre um piolho e uma pulga.”

Se alguém acreditava na ínfima possibilidade de que a holding de Buffett, Berkshire Hathaway, iria replicar o ousado investimento da Tesla no Bitcoin, o bilionário também confirmou que isso não aconteceria.

“Não seguiremos a Tesla no Bitcoin.”

Munger também sugeriu acreditar que o Bitcoin tenderia ao fracasso, já que seu preço pode variar muito em períodos curtos, o que impediria a criptomoeda de se tornar um meio viável de troca:

“Não acho que o Bitcoin acabará como meio de troca, é muito volátil.”

Buffett é conhecido como um dos melhores investidores do mundo enquanto é também um severo crítico do Bitcoin. Em maio de 2018, o “Oráculo de Omaha” chamou o BTC de “veneno de rato ao quadrado”.

Bitcoin pode não passar de um piolho, veneno ou mesmo uma tulipa?

Desde que o criptoativo começou a ganhar valor monetário e ser negociado em bolsas ele é comparado a bolha da internet ou das tulipas. Muito porque é difícil investidores precificarem um ativo tão novo que muitos ainda não entendem as vantagens de suas características.

Mas mesmo o banco Wells Fargo, uma das maiores posições acionárias da Berkshire Hathaway, em relatório estratégico recente explicou que:

“Investir em criptomoedas hoje é um pouco como viver nos primeiros dias da corrida do ouro de 1850, que envolvia mais especulação do que investimento. Nos últimos 12 anos, eles passaram de literalmente nada para US$ 560 bilhões em capitalização de mercado. Manias geralmente não duram 12 anos.”, conclui o relatório assinado pelo chefe de estratégia de ativos reais da Wells Fargo John LaForge.

Além do mais, o método de “value investing” aprimorado por Buffett e Munger foca em analisar ativos com fluxo de caixa. Há uma razão por trás de seus investimentos em empresas de mineração de ouro, em vez de simplesmente comprar ouro diretamente e guardar. E está tudo bem eles não gostarem de Bitcoin.

Mas segundo Bill Miller, o lendário investidor conhecido por superar o S&P 500 de 1991 a 2005, ter um pouco de dinheiro em bitcoin é mais uma estratégia de gerenciamento de risco do que qualquer outra coisa. Para ele, o bitcoin ainda está no início de um ciclo de adoção e se torna menos arriscado quanto maior fica.

Em carta aos investidores do Miller Value Partners, Bill endereçou a crítica de Warren Buffett para a criptomoeda. “Ele pode estar certo, o bitcoin é veneno de rato, e o rato é o dinheiro [fiduciário]”.

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