A conta bancária profissional vinculada à livraria, a conta pessoal, a conta conjunta, a conta do acompanhante e a de uma de suas filhas …


Visão rápida da matéria:

  • Vendedora de livros tem problemas com máquinas de pagamento e reclama no Twitter
  • Gerente pede para parar com os tweets e fecha a conta da mulher, esposo e familiares
  • Banco diz que pode fechar a conta sem justificativa alguma e lamenta as reclamações de Julie
  • Bitcoin e F* The Banks

Julie Goislard, uma vendedora de livros na rue de Villeneuve, em Clichy-la-Garenne ( Hauts-de-Seine) França, por mais de 10 anos nunca teve problemas financeiros com seu atual banco, mesmo assim, terá sua conta e de familiares fechadas.

O motivo? Reclamações no Twitter.

Em 22 de outubro, depois de mais uma falha no seu terminal de pagamento eletrônico (terminal Eftpos) e depois de ligar para seu banco exatamente 36 vezes sem nenhuma resposta, Goislard decidiu escrever no Twitter para tentar obter algum atendimento ao cliente.

Mensagens fortes, mas ainda educadas, como as que agora aparecem regularmente nas redes sociais, escritas por clientes confrontados por atendentes automáticos e números que te passam para outros números sem ninguém resolver seu problema. Se identificou?

“Na sequência, recebi uma ligação do gerente da agência, não para me ajudar a encontrar uma solução para o meu problema, mas para me dizer para parar de twittar e ameaçar fechar minha conta”, diz a lojista.

A ameaça foi executada rapidamente pelo gerente do banco francês.

Assim, recebeu uma primeira carta registrada em 12 de dezembro. Uma carta em papel timbrado da Société Générale rescindindo o contrato dentro do prazo legal de 60 dias.

“No entanto, consegui uma consulta com o diretor, em 20 de dezembro, que durou exatamente seis minutos”, diz Julie Goislard, que era acompanhada pelo cônjuge.

“Era totalmente impossível discutir e o diretor nos disse que fez o que queria e pode até fechar todas as nossas contas”, diz ela.

Desde então, a livraria e seu acompanhante receberam três cartas registradas datadas de 21 de dezembro, um dia após a conversa, estipulando o fechamento de suas contas pessoais.

Com uma pequena peculiaridade: as cartas são enviadas em papel branco, sem papel timbrado do banco, sem as menções legais de recurso ao mediador.

“Isso nos surpreendeu porque as cartas não são como as primeiras”, explica a lojista, que entretanto, recebeu uma carta registrada informando-a do fechamento da conta bancária de uma de suas filhas.

“É uma situação totalmente louca”, diz o comerciante Clichois, que contou sua história no Facebook, desta vez gerando várias centenas de compartilhamentos e comentários de apoio. Alguns deles relataram dificuldades relacionais com essa mesma agência bancária.

Do seu lado, a Société Générale recusa-se a comentar este caso, sob os termos de “confidencialidade e sigilo bancário”. Mas diz que está ciente do caso e lamenta os tweets da . “

Na França, assim como no Brasil, “o banco pode fechar uma conta bancária a qualquer momento com 60 dias de antecedência”, disse o departamento de comunicações do grupo, acrescentando que “o banco não precisa justificar sua decisão”.

F* the Banks e o Bitcoin

As decisões arbitrárias dos bancos, assim como sua irresponsabilidade financeira exposta na crise de 2008 levaram a criação do Bitcoin.

No dia 03/01/09, no meio da maior crise desde 1929, o desconehcido Satoshi Nakamoto lançava oficialmente o Bitcoin com a frase:

“The Times 03/Jan/2009 Chancellor on brink of second bailout for banks”

Desde então, o Bitcoin e outras criptomoedas começaram a ser adotadas quando bancos e governos falhavam em garantir estabilidade e liberdade de transações.

O primeiro grande caso contra censura no qual o Bitcoin foi protagonista se deu em 2011, no chamado Bloqueio Bancário ao Wikileaks. Nele, o governo norte-americano bloqueou doações a jornalistas.

Entretanto, a censura não funcionou, pois, o recente Bitcoin foi usado para manter os servidores da organização.

Está na hora de deixar os bancos e partir para soluções mais descentralizadas? Bitcoin, stablecoins e altcoins são alternativas funcionais aos bancos.