Nesta quinta-feira (28), o Congresso Nacional do Povo da China, responsável pelo ramo legislativo do Parlamento, aprovou uma lei de “segurança nacional” para Hong Kong. A lei foi aprovada com 2.878 votos a favor e um contra, além de seis abstenções.

O texto, que seguirá para o Parlamento, terá finalização sem auxílio do governo de Hong Kong. O território semiautônomo já sofria de inúmeros protestos nos últimos meses para contestar o controle do governo Chinês.

Inúmeros protestos com centenas de manifestantes surgiram a partir de domingo em toda a cidade, sendo que nesta quarta-feira (27), cerca de 300 manifestantes foram presos.

A constituição vigente de Hong Kong, denominada de “Lei Básica”, terá 7 novas alterações com o texto aprovado. Dentre elas, uma se destaca, ao se referir ao controle da segurança nacional sem interferências do governo do território.

“[…] Impedir, deter e reprimir qualquer ação que ameace de maneira grave a segurança nacional, como o separatismo, a subversão, a preparação, ou a execução de atividades terroristas, assim como as atividades de forças estrangeiras que constituam uma interferência nos assuntos de Hong Kong”.

Órgãos do governo central da China também estarão autorizados para operar em território de Hong Kong sem interferência ou permissão específica do governo local.

Além disso, é estimado que o projeto seja sancionado antes do final do ano, com o Comitê Permanente examinando o texto a partir de junho deste ano.

Por fim, a chefe de Governo de Hong Kong, Carrie Lam, afirmou que o princípio de “um país, dois sistemas” será mantida em vigor. O primeiro-ministro da China Li Keqiang também afirmou que a decisão visa “a prosperidade e estabilidade de Hong Kong”.

Repercussão Estadunidense

Mike Pompeo, secretário de Estado dos Estados Unidos, notificou o Congresso de que o Governo Trump “não consideraria Hong Kong como um território autônomo da China”.

“A decisão desastrosa de Pequim é só a última em uma série de ações para destruir fundamentalmente a autonomia e as liberdades de Hong Kong, além de desrespeitar as promessas feitas pela própria China à população de Hong Kong”.

Como resultado, o território semiautônomo poderia “perder seu status de comércio preferencial”; este concedido em 1997 quando o território passou controle do Reino Unido à China, mantendo certa autonomia política.

Yuan se desvaloriza e Bitcoin se torna alternativa

Com a turbulência política, a moeda oficial da China sofreu uma desvalorização perante ao dólar. Enquanto isso, o Bitcoin se beneficiou com o movimento e opera em alta.

Como já explicamos anteriormente, fatores políticos e crises acabam movimentando o preço do Bitcoin para cima. Pois ao armazenar sua riqueza em outra moeda que não a fiduciária, os cidadãos podem se eximir de sofrer parte das consequências do controle estatal.

Comprar bitcoin pode servir até mesmo como um protesto, como já aconteceu antes em Hong Kong, e acabar enfraquecendo o controle governamental, o que deixaria Hong Kong mais próximo de seus objetivos.

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