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A China advertiu novamente que seus militares entrariam em ação se a Presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, filiada ao partido Democrata, fizesse uma visita a Taiwan. 

O Exército de Libertação Popular “não vai ficar parado” se Pelosi visitar Taiwan, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, nesta segunda-feira (01), reafirmando comentários semelhantes feitos pelo Ministério da Defesa na semana passada.

“Sua posição como a oficial nº 3 dos EUA significa uma viagem altamente sensível,” disse Zhao em um comunicado de imprensa regular em Pequim. “Quanto a quais medidas, vamos esperar e ver se ela insiste nesta visita.”

Vários veículos de mídia em Taiwan informaram que Pelosi pode se encontrar com o presidente taiwanês Tsai Ing-wen na quarta-feira (03), sem dizer onde conseguiram a informação. Vários hotéis no centro de Taipei haviam sido reservados para sua delegação, informou a emissora privada TVBS, com um de seus repórteres dizendo no Twitter que Pelosi chegará na terça-feira (02).

A China tem uma gama de opções militares, que estão bem longe de uma invasão, e há poucos sinais de que Pequim esteja planejando um ataque mais amplo. 

Pelosi deixou Taiwan fora do itinerário na declaração que anunciou a viagem à Ásia, que deve incluir paradas em Singapura, Malásia, Coreia do Sul e Japão. A programação pública também não incluiu a Indonésia, que está prevista para sediar uma cúpula do Grupo dos 20 líderes em novembro.

A China considera Taiwan como seu território, por isso, a possível visita de Pelosi pode ser interpretada como interferência estrangeira em seus assuntos. A China realizou exercícios militares ao vivo durante o fim de semana ao largo da costa da província de Fujian, que fica em frente a Taiwan.

Os EUA são famosos por invadir e bombardear países alegando uma “promoção de paz” que nunca chega, à exemplo do Vietnã, Afeganistão, Iraque, e mais recentemente a Síria. 

Hu Xijin, antigo editor do jornal Global Times do Partido Comunista, disse em um tweet que o Exército de Libertação Popular estava “bem preparado” para uma visita. “Se ela se atrever a parar em Taiwan, será o momento de acender o barril de pólvora da situação no Estreito de Taiwan,” escreveu ele.

Pelosi seria a funcionária governamental norte-americana de maior posição a visitar Taiwan desde que o Presidente da Câmara, Newt Gingrich, viajou para a ilha em 1997. Sua possível viagem seria potencialmente mais uma afronta à China, visto que Pelosi é membro do mesmo partido do Presidente Joe Biden, embora ele tenha expressado preocupação com isso.

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Pelosi e outros membros de uma delegação do Congresso dos EUA discutiram as relações entre os dois países e as mudanças climáticas em uma reunião com o Primeiro Ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, e outros altos funcionários na segunda-feira (01), de acordo com uma declaração do Ministério das Relações Exteriores da nação do sudeste asiático.

Lee destacou a “importância das relações estáveis EUA-China para a paz e segurança regional.” 

Pelosi está acompanhado por cinco colegas democratas da Câmara, incluindo o presidente do Comitê de Relações Exteriores, Gregory Meeks, de Nova Iorque.

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