De acordo com nota publicada pelo Banco Central neste domingo (31/08), as cédulas de 200 reais começarão a entrar em circulação a partir das 13h30 da quarta-feira (02/09). A estimativa é que até o final do ano mais de R$ 90 bilhões em cédulas de R$ 200 estejam inundando o mercado.

Depois do anúncio inicial, há cerca de 1 mês, a nova cédula foi severamente criticada por supostamente facilitar a lavagem de dinheiro. Levando inclusive o STF a encaminhar um pedido para o BC esclarecer o motivo da medida em um curto prazo de 48 horas.

Em resposta, o Banco Central explicou que era a única alternativa viável para resolver o problema da demanda atual por dinheiro físico, em parte causada pela vontade de “sacar” o auxílio emergencial.

No entanto, segundo Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central, uma nota de 200 pode ser tão problemática para o consumidor de baixa renda quanto o mesmo valor em um aplicativo que “não conversa com o pipoqueiro”.

Cédula de R$ 200 valerá apenas 37 dólares

Mesmo aparecendo na ilustração da apresentação de slides do Banco Central como 39 dólares, o real já desvalorizou ainda mais em relação ao dólar. E o baixo valor do real foi um pilar do argumento do Bacen contra as acusações de facilitar a lavagem de dinheiro.

Contudo, a denominação das cédulas também levam em conta a renda per capita do país, e a do Brasil se encontra em cerca de 4 e 5 vezes menor do que a americana, como aponta Gustavo Franco.

Além disso, um estudo de julho de 2019 indicou que teríamos cerca de R$ 1098 em papel moeda por pessoa no Brasil, sendo cerca de metade em notas de R$ 100. O que é curioso, pois a maioria das pessoas não carrega cédulas de 100 consigo, o que leva a crer que elas tendem a se manter na informalidade e/ou criminalidade.

Foi recorrente também a questão do aumento de papel moeda no país, o que muitos associam com um risco de alta inflação. Em resposta, o BC esclareceu que a expansão monetária vem exatamente da linha de maior demanda do público por papel moeda que a gente tem observado desde março e abril.

Mas afirmou que seria importante ressaltar que “não havia relação mecânica ou direta com essa expansão de base monetária que já vem ocorrendo nos últimos meses, entre [a nova cédula] e a inflação”.

Alguns economistas argumentaram que uma cédula de maior denominação, assim como o desaparecimento das menores (como a cédula de R$ 1), é consequência da inflação acumulada.


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