Nesta terça-feira (27), o Senado dos EUA teve uma audiência com o tema “Criptomoedas: Elas são boas para quê?”. Nela, participaram sob juramento, representantes da Coin Center, Filecoin e uma professora de direito, além dos senadores.

Jerry Brito, diretor da organização sem fins lucrativos para o desenvolvimento de legislação no mercado de criptomoedas Coin Center, mostrou os benefícios do mercado de criptomoedas ressaltando a importância dele para a liderança dos Estados Unidos como um hub global de inovação. 

“Permitir que essa tecnologia floresça também pode ajudar a manter a posição dos Estados Unidos como o lar da inovação global. Para que possamos alcançar essa promessa, devemos também considerar cuidadosamente o ambiente regulatório ideal que tanto promove a inovação quanto protege adequadamente os consumidores. Como observado no início, o regime regulatório nos Estados Unidos vai na direção certa.”

Já Mary Belcher, da Fundação Filecoin, mostrou a utilidade das criptomoedas para o Senado norte-americano, citando até mesmo o incentivo ao uso de energias renováveis. 

“Já existem milhares de projetos construindo outras aplicações de criptomoedas, desde pagar automaticamente royalties musicais, até compensar as pessoas quando seus dados são usados, para pagar jornalistas por cada visualização de um artigo, para incentivar os consumidores a usar energia renovável. Muitos desses projetos falharão, mas alguns podem levar a tecnologia adiante de maneiras que ainda não podemos começar a imaginar”, disse Belcher.

Enquanto Belcher e Brito defendiam o mercado de criptomoedas, a advogada e professora Angela Walch afirmou que o mercado de ativos digitais “representa riscos significativos atualmente, e os riscos que aumentam à medida que permeiam o sistema financeiro tradicional e cada vez mais pessoas investem.”

O chefe da comissão e senador Sherrod Brown, do Partido Democrata, disse que a última coisa que ele quer é “dar a outra indústria uma chance de destruir coisas.”. Mas quem chamou atenção não foram os depoentes, mas sim uma senadora que quis ser indígena mas não conseguiu.

Entra em cena a indígena fake e memes

Elizabeth Warren é uma das líderes dos Democratas no Senado, contudo, ela é conhecida pelos opositores pela tentativa falha de provar ter sangue indígena, virando meme nas redes sociais e até camisetas. A senadora afirmava ser indígena, mas fez um exame de DNA que mostrava as chances dela ter essa ancestralidade em apenas 1/1064.

Além de se passar por indígena para ganhar votos, Elizabeth é uma forte opositora ao bitcoin e às criptomoedas. Nesta terça-feira não foi diferente, a senadora atacou os grandes bancos e afirmou que as criptomoedas são mais perigosas que eles. 

Para ela, tirar o poder dos bancos e dar a “desenvolvedores obscuros” é pior. 

“Em vez de bancos ruins [as criptomoedas] colocam o controle nas mãos de desenvolvedores obscuros.”

Quem são os desenvolvedores obscuros das criptomoedas?

Para quem está de fora do mercado de criptomoedas pode parecer estranho pensar que meia dúzia de nerds podem estar no controle do Bitcoin, mas não funciona assim. Em reportagem de uma TV estatal alemã, os desenvolvedores do Bitcoin chegaram a ser retratados com os olhos borrados, parecendo criminosos perigosos.

Na realidade, porém, a maioria dos desenvolvedores das principais criptomoedas são conhecidos. Além disso, eles têm menos poder nas mãos do que a senadora fez parecer em sua fala.

Diferente do governo, que obriga o uso da moeda fiduciária do Banco Central do país, os desenvolvedores de criptomoedas apenas escrevem e publicam software. A partir daí, os usuários da rede podem auditar o código e escolher rodar em seu computador.

A democrata Warren poderia entender isso como uma espécie de democracia direta melhorada, onde o código é a lei. Os legisladores desenvolvem um conjunto de regras para a moeda e os cidadãos escolhem qual moeda digital preferem.

Para dar alguma razão à senadora, o espaço cripto está sim recheado de “scamcoins”, projetos que nascem para enganar os usuários e sumir com o dinheiro arrecadado. Boa parte deles nem precisam de um desenvolvedor bem qualificado, já que códigos de criptomoedas legítimas podem ser copiados e facilmente alterados.

Um caso de esquema fraudulento foi o Initial Coin Offering (ICO) do token DFT, desenvolvido por uma empresa cujo CEO Mark Jensen costumava aparecer em vídeos e dava entrevistas para grandes sites de notícias. No fim das contas, o valor arrecadado pelo ICO nunca retornou em nada para os investidores, que acabaram descobrindo que Mark Jensen não existia e se tratava de uma inteligência artificial.

Mas um mercado livre é muito menos perigoso que um regulado, visto que as autoridades reguladoras dos EUA deram aval para o maior golpe financeiro da história da humanidade, a pirâmide de Madoff que contamos em mais detalhes nos links abaixo:

Colaborou com a matéria Gustavo Marinho.

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