Após 6 meses no cargo de Diretor da Binance no Brasil, Ricardo da Ros anunciou na noite de ontem (14) que pediu demissão da corretora. 

Segundo publicação no seu próprio perfil do LinkedIn, o principal motivo de sua saída é um “desalinhamento de expectativas” com a empresa, além de valores pessoais. Ricardo complementou afirmando que “bitcoin é o futuro, estamos apenas no início desta jornada”.

O “Country Manager”, como também é chamado seu cargo, iniciou os trabalhos na exchange em meados de fevereiro, escalado para comandar e estruturar a operação da Binance no Brasil. Dentre seus focos, estariam principalmente a adequação e obediência às regras impostas pela Comissão dos Valores Mobiliários (CVM) e pela Receita Federal (RF).

Experiente no ramo, Ros já comandou a unidade da Ripio no Brasil, num período em que também teve que encarar muita pressão, dados os acionamentos do MPF (Ministério Público Federal) por outras corretoras. Com seu background em Ciência da Computação, Marketing e Negócios, já ajudou três empresas americanas a iniciarem e desenvolverem seus negócios no Brasil nos últimos 15 anos. Também fundou uma startup de tecnologia no Brasil e nos EUA. 

A notícia aparece num momento complicado para a corretora. Falando especificamente dessas questões regulatórias e burocráticas, a Binance vem sofrendo muita pressão em várias regiões do mundo, entre elas: Alemanha, Polônia, Cingapura, Japão, Canadá, Tailândia, Reino Unido, e até as Ilhas Cayman (reconhecidamente um paraíso fiscal para empresas financeiras). Os reguladores desses locais não estão aprovando as atividades da corretora nos seus países.

O regulador financeiro da Itália, o CONSOB, disse que a Binance não está autorizada a fornecer serviços de investimento no país. A CONSOB afirmou em seu website que “As empresas do Binance Group não estão autorizadas a fornecer serviços e atividades de investimento na Itália”.

No Brasil, em março, a Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) afirmou que a Binance opera de forma irregular no Brasil. Segundo a denúncia, a exchange não teria autorização para funcionar como instituição financeira e de pagamentos e, por isso, não poderia captar clientes residentes no Brasil.

Outra acusação, no Brasil, é de que a corretora estaria compondo uma rede voluntária de agentes autônomos de investimento, atividade que precisaria de autorização da CVM.

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