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Entenda como funciona o Tesouro Direto

O Tesouro Direto foi um dos investimentos mais populares nos últimos anos com a alta da taxa de juros. Entenda as vantagens deste investimento neste post.

Lucas Bassotto
Lucas Bassotto

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto foi um dos investimentos mais populares nos últimos anos com a alta da taxa de juros. Porque ele é um investimento de baixo risco com uma remuneração melhor que a poupança.

Além disso, é um dos preferidos por pessoas que estão começando no mercado financeiro porque é mais acessível em relação as ações. Entretanto, também é escolhido por investidores mais experientes no momento de diversificar o portfólio.

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Como funciona o tesouro direto?

Investir em tesouro direto consiste em emprestar dinheiro para o governo. Ou seja, o governo brasileiro emite títulos de dívida com o objetivo de arrecadar recursos para realizar investimentos. Desta forma, ele remunera os compradores destes títulos com uma recompensa fixa ou variável que será paga de acordo com o estipulado. A remuneração pode variar, porque ela pode ser pré-fixada ou pós-fixada. Ambas as variações serão explicadas ao longo do artigo.

É importante saber que os títulos têm um prazo para resgate que deve ser respeitado. Caso queira sacar seu dinheiro antes do prazo determinado, será feito um desconto. Além disso, o investidor deverá pagar seus devidos impostos.

Títulos pré-fixados (LTN, NTN-F)

Nos títulos pré-fixados a sua rentabilidade final já é conhecida pelo comprador. Ou seja, se um Título LTN (Letras do Tesouro Nacional) promete rentabilidade de 9,5% anual até 2020, a mesma não será alterada até o prazo de resgate. Ele é recomendado para quem está apostando em uma queda na taxa de juros, porque o rendimento não é dependente dos juros na economia brasileira. Por conta disso, é um título mais arriscado, porque se os juros e a inflação subirem mais do que o esperado, o investidor estará perdendo rentabilidade e chance de ganhar dinheiro.

O Título NTN-F também oferece uma rentabilidade fixada no momento da compra. No entanto, a diferença entre os dois títulos é o período de remuneração. O NTN-F paga juros semestralmente, o que é vantajoso para quem deseja ter um fluxo periódico de renda.

Enquanto o LTN só irá remunerar no final do prazo, o que é mais vantajoso para quem pensa no médio ou longo prazo. O investidor deve analisar seus objetivos e fazer uma diversificação em seus títulos para obter o melhor resultado possível.

Títulos pós-fixados (Selic, IPCA)

Os títulos pós-fixados, por outro lado, são uma opção para quem está disposto a correr um risco menor. O investidor pode escolher se deseja que a remuneração seja paga de acordo com a a variação de um indexador da economia (Taxa Selic ou IPCA) mais a taxa de rentabilidade pré-definida no momento da compra.

A vantagem depende do objetivo de quem investe, comprar títulos pós-fixados em IPCA é ideal para quem deseja se proteger da inflação pensando em uma aposentadoria, por exemplo. Por outro lado, quem aposta em uma alta da taxa de juros, pode optar pelos títulos pós-fixados no índice da SELIC para aproveitar a alta remuneração.

É possível também escolher o prazo de remuneração como nos títulos pré-fixados. O investidor pode escolher a remuneração semestral ou ser remunerado apenas ao final do contrato. A escolha depende das suas necessidades.

Risco

Como dito anteriormente, o risco do tesouro direto é muito baixo. O risco está atrelado à capacidade de o governo pagar as suas dívidas no futuro. Esta capacidade está ligada a diversos fatores, como por exemplo: câmbio, orçamento, taxa de juros e política econômica. Em 2016, diante de juros e inflação elevados, o governo quase não teve capacidade de pagar suas dívidas.

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Retorno e estratégias

rendimento do tesouro direto
Créditos: Tesouro Nacional

 

Quero me aposentar, qual escolho?

Para escolher o título ideal é necessário traçar seus objetivos e estar sempre ligado às notícias. Por exemplo, se uma pessoa de 20 anos está pensando em aposentadoria, o título recomendado seria o Tesouro IPCA+ 2035 (NTN-B Principal). Desta maneira, seu dinheiro estaria sempre protegido da inflação, e ainda garantindo uma rentabilidade fixada ao mesmo tempo.

É uma opção mais conservadora em relação aos riscos, não será a mais rentável no curto prazo. Entretanto, é uma excelente opção para quem não vai precisar do dinheiro nem tão cedo, ou seja, uma opção para o longo prazo.

Quero arriscar no curto prazo

Para quem quer se arriscar no mercado financeiro, é necessário estar sempre ligado nas principais notícias de economia e política do Brasil. Entre 2014 e 2016, a economia brasileira enfrentou um cenário de recessão com alta taxa de juros (14,25%) e inflação (10%). Quem apostou em títulos que pagavam conforme a Selic no curto prazo teve um bom lucro. Por outro lado, quem apostava que a taxa de juros iria continuar baixa, certamente perdeu para a inflação e a chance de apostar em um título mais rentável.

O cenário econômico hoje é de juros baixos e a economia ensaiando uma lenta recuperação. Por conta disso, um Tesouro Prefixado com prazo para 2020 pode ser uma boa opção. No entanto, é recomendado esperar um aquecimento da economia, o que pode impactar no nível de preços, ou seja, no IPCA. Em um momento de economia aquecida, o recomendado é aplicar em títulos indexados ao IPCA.

Caso queira conhecer alternativas ao Tesouro Direto, o Cointimes possui uma série de posts explicando como funcionam as principais formas de investimentos. Navegando em nossa sessão de Investimentos, você encontrará as melhores dicas. Para começar, recomendo dar uma olhada em nosso post sobre CDB:

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Lucas Bassotto
Lucas Bassotto

Sou Lucas Bassotto, graduando em Economia. Um grande entusiasta do mundo da criptoeconomia. Atualmente trabalho na Foxbit produzindo conteúdo.