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A Bybit, corretora de derivativos que teve origem na China, é mais uma empresa a fechar as portas para clientes chineses, no que parece ser o início de um êxodo do mercado de criptomoedas no país asiático. 

Em 15 de junho todas as contas na Bybit com telefones de origem chinesa serão terminantemente fechadas e proibidas de se registrarem. A corretora já havia bloqueado qualquer acesso por IP de origem chinesa em 2020, aparentemente a medida foi uma reação às notícias relacionadas com os novos planos do governo chinês para o mercado de mineração e criptomoedas.

Pequim anunciou que está estudando desencorajar o mercado de mineração de criptoativos e reafirmou as restrições antigas, resultando em um “panic sell” – principalmente dos novos investidores que não sabiam das medidas anteriores.

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Êxodo chinês do mercado de criptomoedas

 Como já mostramos anteriormente, as fintechs chinesas estão dominando os mercados emergentes com taxas baixas, grande variedade de produtos e alto fit. O Alipay, por exemplo, é hoje o maior app de pagamentos com 4 vezes o tamanho do Paypal. 

 A mesma tendência não difere para o mercado de criptomoedas, as corretoras NovaDax e Binance já dominaram o mercado brasileiro em poucos meses de operação. As maiores empresas de criptomoedas surgiram na China, como a gigante Bitmain, a própria Binance, a Huobi e até mesmo projetos de blockchain como Neo e outros. 

Entretanto, parte dessas empresas está focando na expansão internacional devido às restrições do Partido Comunista. A Binance já saiu da China, a Bitmain está cada vez mais atendendo mineradores dos Estados Unidos, a Huobi afirmou que não venderá mais as máquinas de mineração no país e a OKex afirmou, nesta segunda, que seu token OKB não pode ser mais negociado pelo yuan.

O êxodo chinês pode até mesmo ter auxiliado na recente queda de preço do bitcoin. De acordo com a Glassnode, é possível que parte dos mineradores esteja realizando lucros para migrarem a operação ou até mesmo se preparando para um fechamento completo. 

Com o êxodo chinês do mercado de criptomoedas, novos entrantes começam a ganhar força. Os Estados Unidos, antes irrelevantes no cenário de mineração, agora já contam com mais de 17% do hashrate do BTC. O possível êxodo chinês poderá resultar em maior descentralização da rede do bitcoin, o que seria extremamente positivo a longo prazo.

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