A Guggenheim Partners, uma das maiores administradoras de fundos do mundo com US$ 270 bilhões em ativos de clientes sob gestão, está buscando exposição ao Bitcoin como parte de um novo fundo, um arquivo da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) mostrou ontem.

Alerta dos Investidores Institucionais

O fundo, oficialmente o ‘Guggenheim Active Allocation Fund’, investirá em criptomoedas (principalmente Bitcoin) como parte de um grupo maior de ativos tradicionais e alternativos.

Deve-se utilizar análises quantitativas e qualitativas para identificar títulos com valor relativo atraente e características de risco/recompensa para o fundo.

No arquivo da SEC encontramos as seguintes menções: 

“Criptomoeda, ativos digitais ou investimentos em moeda virtual. O Fundo pode buscar exposição de investimento a criptomoeda (notavelmente, Bitcoin), muitas vezes referida como “moeda virtual” ou “moeda digital”, por meio de instrumentos derivativos liquidados em dinheiro, como futuros negociados em bolsa liquidados em dinheiro, ou por meio de veículos de investimento que oferecem exposição ao Bitcoin ou outras criptomoedas por meio de investimentos diretos ou exposição indireta, como contratos de derivativos.” – página 7 do documento. 

O desenvolvimento do fundo vem com base no pedido do Guggenheim à SEC para investir até 10% de seu “Fundo de Oportunidades Macro” de US $ 5,3 bilhões na Greyscale Bitcoin Trust, um veículo institucional regulamentado que permite aos investidores ganhar exposição ao Bitcoin, no ano passado.

Desde aquele momento, o CIO do Guggenheim, Scott Minerd, já havia comentado várias vezes sobre o Bitcoin em público. Ele afirmou no ano passado que o ativo poderia ser avaliado em até US$ 400.000 nos próximos anos, citando a escassez e a proteção contra a inflação como duas características principais. 

CIO do Guggenheim, Scott Minerd, comentando na Bloomberg TV que o bitcoin poderia ser avaliado em até US$ 400.000 nos próximos anos, citando a escassez e a proteção contra a inflação como duas características principais.
Fonte: BloombergTV

Ao longo do documento, a imagem do Bitcoin não é tão otimista. O Guggenheim aborda os muitos riscos aos quais as criptomoedas são suscetíveis, incluindo sua natureza volátil, a chance de as trocas ficarem offline, riscos cibernéticos, percepção pública negativa e os riscos gerais associados a qualquer investimento tecnológico.

No lado positivo, no entanto, Guggenheim apontou vários fatores que auxiliam no desenvolvimento do mercado global de criptografia: “Fatores que afetam o desenvolvimento da criptomoeda incluem, mas não estão limitados a: crescimento mundial contínuo ou possível cessação ou reversão na adoção e uso de criptomoeda, mudanças na demografia do consumidor e preferências públicas, e o uso das redes que suportam ativos digitais para o desenvolvimento de contratos inteligentes e aplicativos distribuídos”. 

É bom lembrar que todo investidor está suscetível a esses riscos, realmente. E com o tempo, mais fundos poderão perceber as vantagens de incluir ativos digitais na suas carteiras. 

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