Enquanto governos ao redor do mundo discutem esforços para conter o avanço do covid-19 censurando não vacinados, um projeto em blockchain é construído para armazenar certificados de vacinação.

Apoiado por governos de países como Japão e Estados Unidos, a empresa SK Telecom está liderando o projeto “Certificado de Vacinação Covid-19”, relatou o site Chosun Biz. O blockchain da criptomoeda Icon (ICX) é supostamente o escolhido para armazenar tais dados.

A introdução desse “passaporte de vacina”, que ajuda a mapear as cidades onde as pessoas já foram vacinadas, deve contribuir para normalizar linhas aéreas, por exemplo, para dinamizar a liberação para livre circulação de viagens ao exterior, seja a passeio ou a negócios.

Esse não será o primeiro projeto do gênero, já que Israel já introduziu o passaporte de vacinas “Green Pass”, assim como o estado americano de Nova York também está para comercializar o passaporte da vacina ‘Excelsior Pass’ desenvolvido em cooperação com a IBM.

O Japão, que está recebendo as Olimpíadas de Tóquio, também está pressionando pela introdução de passaportes para vacinas. A União Europeia (UE) também discute os passaportes de vacinas por meio do Ministério da Saúde de 27 países membros.

O projeto de certificação de vacinação em blockchain é considerado uma estrutura na qual o Ministério da Ciência e Tecnologia da Informação e Comunicação, a Agência Coreana de Internet e Segurança (KISA) e os Centros Coreanos para Prevenção e Controle de Doenças (KISA), trabalham juntos para participar de um “Projeto Intensivo DID (Autenticação de Identidade Distribuída)”.

Os certificados de vacinação com base em blockchain podem evitar que os dados sejam falsificados e adulterados e, além de proteger os dados pessoais, informações como o estado de vacinação podem ser fornecidas, se necessário.

Atualmente, em Nova Iorque, o prefeito causou polêmica ao afirmar que será necessário apresentar um comprovante de vacinação para adentrar em estabelecimentos como restaurantes e academias.

Embora o blockchain tenha nascido com o objetivo de minar o poder centralizado dos governos, projetos específicos vão contra os princípios iniciais que os pioneiros da tecnologia defendiam.

Do ponto de vista técnico, ainda, pode ser inclusive uma má ideia utilizar um banco de dados descentralizado para censurar a população e negar serviços. Seria no mínimo curioso assistir um contra-ataque de cypherpunks anônimos aproveitando as vulnerabilidades de segurança de um blockchain não tão robusto para atrapalhar ações governamentais.

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