Uma liminar da Justiça de São Paulo bloqueou contas bancárias do grupo por trás da Genbit para pagar suas dívidas com um investidor.

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Segundo a decisão publicada no dia 25 de outubro no diário oficial do Estado de São Paulo, as empresas Gensa Serviços Digitais S.A.; Arbor Brasil Serv. Gestão Financeira Ltda e HDN Participações S.A. todas fazem parte de um mesmo grupo econômico.

Os 3 principais nomes, Gabriel Tomaz Barbosa, Nivaldo Gonzaga dos Santos e Davi Maciel de Oliveira estão nas três empresas. Embora o nome de Nivaldo Gonzaga não apareça no quadro societário de Arbor, ele é o presidente da HDN, uma empresa sócia. As informações são do Portal do Bitcoin, que apurou os dados junto a Receita Federal.

Para o juiz do caso, essas empresas são suspeitas de atuar em esquema fraudulento com criptomoedas para se apropriar do dinheiro de investidores enganados pela promessa de lucro fácil.

O juiz afirmou em decisão:

“O mercado de criptomoedas ainda é nebuloso, enseja riscos sabidos, e aparentemente o que aconteceu no caso em tela foi o depósito em grupo sem solidez ou inidôneo que, travestida da promessa de aplicação rentável, simplesmente apropriou-se do dinheiro dos investidores. Delineia-se, enfim, possível golpe a recomendar pronta intervenção.”

Genbit atrasa promessas de pagamentos

Já fazem dois meses que a empresa tem problemas para pagar os investidores. A empresa é do grupo Tree Part, representada pela Gensa Serviços Digitais, a mesma que antes representava a Zero10Club — proibida de operar no Brasil pela CVM.

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A Comissão de Valores Mobilários, por meio da Deliberação CVM 813, havia ordenado a suspensão da atuação irregular da empresa sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

Mas através da Zero10Club o grupo continuou a desrespeitar o aviso da CVM, que aumentou o valor da multa para até 300 mil reais.


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