• O Greenpeace, em parceria com o co-fundador da Ripple, está atacando o Bitcoin com US$5 milhões em propaganda ambientalista;
  • O recente caso da petroleira Exxon é evidência de que o Greenpeace está errado sobre a prova de trabalho (PoW – Proof of Work) do Bitcoin.

Para contrariar os argumentos de que o Bitcoin desperdiça energia, a maior produtora de petróleo dos EUA, Exxon Mobil, começou a minerar a criptomoeda de maneira sustentável.

A Exxon anunciou no dia 24 de março que estava lançando um programa piloto para usar o excesso de gás natural que de outra forma seria queimado dos poços de petróleo de Dakota do Norte para minerar bitcoin.

Essa é uma grande evidência de que a mineração de Bitcoin não pode ser sempre vista como “desperdício de energia”. A possibilidade de monetizar energia abre portas para a reutilização, aproveitamento e até mesmo para impulsionar o uso de energias renováveis no mundo.

Isso não é nem mesmo uma novidade, a ConocoPhillips é uma multinacional petroleira que já vende o excedente de gás natural para a mineração de bitcoin, conforme mostrou a Business Insider no começo do ano.

Queima de gás natural em um poço de petróleo na Dakota do Norte. Foto: Andrew Cullen/Reuters
Queima de gás natural em um poço de petróleo na Dakota do Norte. Foto: Andrew Cullen/Reuters

Outro exemplo de mineração sustentável é feita pela Bitcoin Brabant, que aquece estufas com a atividade para depois vender flores (aceitando bitcoin como forma de pagamento, claro).

Como o Greenpeace não poderia estar mais errado

Em conjunto com o bilionário Chris Larsen, co-fundador da Ripple, o Greenpeace dos EUA anunciou uma campanha chamada de “Mude o código, não o clima!“, conforme o Cointimes noticiou ontem.

O Greenpeace, que já aceitou bitcoin como forma de doação por muitos anos, agora quer que os desenvolvedores mudem o modelo de consenso do Bitcoin de Proof-of-Work para Proof-of-Stake, assim como o Ethereum está fazendo.

Eles estão promovendo uma página na internet que contém argumentos em favor da mudança e diversas informações para corroborar com a narrativa, mas algumas dessas informações são falsas.

O site da campanha diz que “O Bitcoin sozinho poderia ajudar a aquecer o planeta em mais de 2 graus.” e se baseia em um estudo da Nature Climate Change para afirmar isso.

Porém, como destacou Nic Carter, fundador da Coin Metrics, o estudo falha miseravelmente ao superestimar a quantidade de transações on-chain no futuro, liga erroneamente a quantidade de transações com gasto energético e desconsidera que os mineradores podem migrar para fontes limpas de energia, como de fato já têm migrado.

Por fim, Chris Larsen e o Greenpeace aparentemente falham em entender a descentralização do Bitcoin, chamando ​​”líderes como Elon Musk da Tesla, Jack Dorsey da Block e Abby Johnson da Fidelity […] BlackRock, Goldman Sachs [e] PayPal” para “resolver o problema do Bitcoin”.

Na realidade, o próprio PoW faz parte do modelo de consenso do Bitcoin, que é uma rede de milhares de participantes com autonomia para rodar o código que bem entenderem, independentemente da vontade de Elon Musk ou qualquer outro influenciador.

Para mudar o código é fácil, Greenpeace e Larsen, basta escrever e publicar. O resultado dependerá de quantas pessoas adotarem, mas o cenário mais otimista provavelmente apenas acarretaria em uma altcoin como o Bitcoin Cash com um belo airdrop de moedas para os bitcoiners, que poderão despejar no mercado o “BTC verde”.

Veja também: O Bitcoin não é inimigo do meio ambiente, como aponta a mídia tradicional

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