De acordo com um estudo publicado pelo The Block Crypto em conjunto como 1000x Group, a maior parte dos mercados negros ainda aceita bitcoin. Por que, mesmo sabendo dos problemas de privacidade do Bitcoin, os mercados continuam a usá-lo?

Covid acelerou o uso do mercado negro:

Segundo dados do Centro de Monitoramento Europeu de Adição em Drogas, a procura por maconha durante o mês de março subiu mais de 30%. Esse crescimento significou um aumento na procura por mercados negros online que usam criptomoedas como principal meio de pagamento.

Dentre esses mercados, a maioria (98%) aceita bitcoin como forma de pagamento. Enquanto que apenas dois só aceitam a criptomoeda Monero. Aliás, o Monero é aceito por 48% dos mercados, seguido por Litecoin (29%), Bitcoin Cash (12%), Dash (12%), Ether (8%) e Zcash (8%).

Criptomoedas suportadas pelos mercados negros

Mas a competição vem crescendo e o Monero já captura 65% do mercado, enquanto o Litecoin luta para sobreviver como relevante integrando uma camada de privacidade usando a tecnologia MimbleWimble.


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Leia mais sobre a tecnologia que será implementada na Litecoin: Litecoin sobe 52% em 30 dias e pode se tornar maior criptomoeda privada do mercado

Gráfico de uso Monero x Litecoin
Monero x Litecoin 

Mas o Bitcoin continua com a maior aceitação, com quase 100% de presença nos mercados negros. A preferência por bitcoin pode ser explicada por diversos fatores: facilidade de uso, alta liquidez e fama por ter sido a primeira criptomoeda.

A liquidez é a facilidade de trocar um determinado ativo (nesse caso criptomoeda) por dinheiro (real e moeda fiat em geral). A falta de liquidez em corretoras, por exemplo, pode causar grandes alterações de preço com ordens de compra/venda relativamente baixas, essencialmente tornando ordens maiores mais caras. 

A grande fama do Bitcoin, em parte por diversas aparições distorcidas na mídia, fazem as pessoas acreditarem que ele é a melhor opção para o comércio ilegal, enquanto que na realidade sua tecnologia é super transparente.

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Mercado Negro não representa as criptomoedas

Mas apesar da alta no consumo de drogas durante a pandemia e grande aceitação do bitcoin, o uso de moedas digitais em mercados negros é pequena se comparado ao tamanho do marketcap e volume movimentado diariamente.

Segundo dados da ChainAlysis, apenas 0,3% da movimentação de bitcoin é relacionada a atividades ilícitas.

Isso pode mostrar, como falamos no texto “Preço do Bitcoin supera os US$12 mil: A alta continua?”, uma entrada de novos investidores, principalmente os institucionais (empresas, fundos familiares e pessoas com alto poder aquisitivo).

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