O S&P Dow Jones Indices, empresa por trás do famoso S&P 500, anunciou nesta terça-feira (4) o lançamento de três novos índices de criptomoedas. Os lançamentos estabelecem a base de um negócio que pode atingir uma ampla gama de empresas de serviços financeiros, de acordo com Peter Roffman, chefe global de inovação da S&P DJI.

A empresa, formada pela S&P Global em 2012, anunciou suas intenções de lançar índices de criptomoedas em dezembro por meio de uma parceria com o provedor de dados institucionais Lukka. O primeiro lote de índices de criptoativos inclui o S&P Bitcoin Index, o S&P Ethereum Index e o S&P Cryptocurrency MegaCap Index, o último dos quais rastreia tanto o Ethereum quanto o Bitcoin.

“Este é o primeiro passo”, disse Roffman. A empresa, que executa centenas de milhares de índices abrangendo as principais classes de ativos, planeja lançar índices vinculados a outras criptomoedas importantes nos próximos meses.

“Vamos lançar um conjunto mais amplo de índices”, acrescentou Roffman, observando que a empresa queria começar com os dois “ativos mais líquidos e reconhecidos”.


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Para o The Block, ele explicou que queria escolher “as moedas que têm o maior número de seguidores institucionais”. Conforme relatado anteriormente no Cointimes, algumas empresas listadas em bolsa começaram a comprar ethereum, além do bitcoin.

De acordo com Sharon Leibowitz da S&P DJI, o provedor do índice vê uma oportunidade no mercado de finanças descentralizadas.

“Acho que é cedo”, disse Leibowitz, que trabalhou com tecnologia no JPMorgan, Deutsche Bank e UBS. “Algumas dessas moedas provavelmente se qualificarão para nossos índices conforme descemos para a próxima camada.”

Os índices são um componente importante da estrutura de mercado de Wall Street, alimentando produtos negociáveis ​​como fundos negociados em bolsa e servindo como referência para investidores que fazem alocações em um determinado ativo.

Roffman disse que o interesse nos produtos reflete o crescimento do mercado mais amplo de criptomoedas. Os bancos, por exemplo, poderiam alavancar esses índices para construir derivativos de balcão ou produtos estruturados “de todos os sabores diferentes”. Esses produtos estão vinculados ao preço de um ativo subjacente, índice ou cesta de ativos diferentes. Eles poderiam fornecer uma maneira para os bancos oferecerem a seus clientes exposição ao BTC e ETH sem ter que armazenar os ativos digitais subjacentes.

Durante o ciclo de mercado de 2017, vários bancos exploraram a ideia de lançar produtos atrelados ao bitcoin. O Morgan Stanley, por exemplo, testou um produto de troca.

“Não tenho nenhum detalhe específico”, acrescentou Roffman. “Em geral, as pessoas procuram uma variedade de soluções criativas.”

Além disso, a lista crescente de provedores de ETFs de bitcoin oferece outra oportunidade para a S&P DJI. Enquanto nos Estados Unidos ainda nenhum ETF de cripto foi aprovado, a bolsa de valores brasileira já conta com um ETF de criptomoedas sendo negociado e outro já aprovado está para ser lançado.

“Tentamos evitar comparações diretas com os concorrentes, mas o que posso dizer é que temos uma maneira realista de alta qualidade para os gerentes de ativos construírem esses produtos.”, concluiu Roffman.


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