o lobo de wall street

O Lobo de Wall Street: a lição mais valiosa que aprendi no filme

Foi em 2014, assim que estava entrando na faculdade de Economia, que decidi sentar para ver esse filme: O Lobo de Wall Street. Eu queria ver como era o “mercado financeiro”, embora nem sabia direito o que era aquilo. Nem preciso dizer que essa é a pior maneira de estudar sobre ele, mas pelo menos, tirei uma valiosa lição.

Nem é preciso entrar em detalhes para perceber o quão brilhante é esse filme, embora provido de muitos exageros hollywoodianos (normal). Ele mostra o núcleo de Wall Street – gente que não para e não se cansa de ganhar dinheiro. Isso é errado? Obviamente não.

Como age o Lobo de Wall Street

Leonardo Di Caprio, que interpreta o personagem Jordan Belfort, tem o seu primeiro dia em Wall Street e já aprende como as coisas funcionam por lá. Ele sai para um almoço com seu chefe, Mark Hanna, interpretado por Matthew McConaughey.

Essa é uma das cenas mais épicas do filme, recomendo ver o vídeo abaixo. Se não quiser, eu descrevo a cena também.

O novato, Jordan Belfort, conta como estava empolgado para começar como corretor e dar dinheiro aos seus clientes, assim como ganhar o seu. Logo é interrompido por Mark Hanna, que diz:

“Fodam-se os clientes, sua obrigação é colocar comida na mesa. Nome do jogo: tirar dinheiro do bolso dos clientes e para o seu“.

Ele ainda ensina a regra número 1 de Wall Street, uma das frases mais sábias que já li:

“Ninguém, até mesmo Warren Buffet, sabe quando as ações vão subir, cair ou andar de lado, muito menos os corretores. Isso é tudo uma farsa, não existe.

Depois disso, ele mostra como um corretor de ações (no filme) deveria trabalhar:

Se um cliente comprou uma ação por R$8 e agora está R$16, ele vai querer vender, você não deixa ele fazer isso, porque aí vira realidade. Você chega com uma nova situação, uma nova ação para reinvestir os lucros, multiplicar o patrimônio.

E por fim, mostra quem é que ganha dinheiro de verdade:

E ele vai fazer isso, porque é um viciado. Você faz isso de novo e de novo, os clientes estão ficando ricos, mas quem está com a grana de verdade somos nós, que ganhamos na corretagem“.

Onde quero chegar?

Quando o Ibovespa, índice da Bolsa de Valores brasileira, chegou aos 100 mil pontos, recebi diversos e-mails de corretoras nas quais tenho conta. Mas uma em particular me chamou atenção. Não identificarei a empresa porque não quero problemas judiciais ou coisa do tipo. Mas o e-mail dizia exatamente isso:

OPORTUNIDADE: Bolsa 100 mil pontos

O Ibovespa bateu a importante e histórica marca dos 100 mil pontos. Apesar do simbolismo dessa data, para nós, isso é só o começo de uma trajetória de longo prazo de valorização.

Você está pronto para aproveitar esse movimento?

Nosso time de análise recomenda as ações que hoje se beneficiam desse momento.

Seguem as principais oportunidades. Para acessar os relatórios de análise, clique em cada ação abaixo:

• Pão de Açúcar (PCAR4): Potencial de valorização: +33,7%*

• Cosan (CSAN3):Potencial de valorização: +29,30%*

• Banrisul (BRSR6):Potencial de valorização: +28,8%*

• B2W (BTOW3): Potencial de valorização: +17,95%

Alguma coincidência?

Da última vez que havia calculado, o prejuízo médio dessa carteira foi de 7,61%. Teve ação que chegou a cair mais de 25% desde o e-mail que recebi no dia 20 de março. Veja bem, o Ibovespa tinha disparado nos últimos dias de Dezembro e passou semanas batendo recordes.

Muitos investidores provavelmente estavam pensando em liquidar, vender suas ações. Se alguém abre esse e-mail, deve pensar: “Bom, talvez seja uma boa ideia reinvestir meus lucros nessas empresas, afinal, são os analistas que estão me recomendado“.

No fim das contas, eles ganharam a corretagem, os clientes que seguiram esse e-mail, amargaram prejuízos. Foi exatamente o que esse e-mail me lembrou no primeiro momento que fiz a leitura. As ações poderiam ter subido? Sim, mas para eles pouco importa, já que estão com a grana no Bolso. Está errado? Não, afinal, somos todos adultos.

A principal lição que aprendi foi: faça sua própria pesquisa, tire suas próprias conclusões e nunca confie em ninguém que não está com a pele em jogo. O Lobo de Wall Street, apesar de exagerado em alguns momentos, retrata de forma próxima à realidade como os mercados podem ser brutais com aqueles que estão despreparados.

Sobre o criador de conteúdo

Economista em formação, escritor por vocação. Gosto de fazer investimentos, penso a longo prazo, mas não abro mão de fazer alguns trades. Trabalhei como Community Manager por 1 ano, representando a Foxbit e estou no mercado de criptomoedas desde 2016, mais especialmente no Bitcoin.

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