Em um evento realizado pela Controladoria Geral da União (CGU) intitulado: “Boas práticas e desafios para a implementação da política de desestatização do governo federal”, o ministro da economia Paulo Guedes falou sobre a possibilidade do Brasil “ir para uma hiperinflação muito rápido”, caso o país não resolvesse os seus problemas de endividamento.

Há anos o Brasil sofre com um endividamento em “bola de neve” onde somente o seu juros anual se aproxima de 40% do orçamento do governo federal. Acrescenta-se a isso os gastos do governo em 2020 em decorrência da pandemia de Covid-19, economistas estimam um rombo próximo de R$ 1 trilhão para este ano.

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Caso o descontrole das contas públicas não seja contido, e o país não consiga mais arcar com as despesas do estado, é provável que o Brasil siga o mesmo rumo da Argentina ou mesmo da Venezuela, aumentando a oferta de dinheiro na economia para arcar com seus gastos, gerando inflação. E uma prévia desse cenário já pode ser observado. O índice Geral de Preços (IGP-M), acumula 20.93% nos últimos 12 meses.

índice Geral de Preços (IGP-M) acumulado nos últimos 12 meses. Fonte: Quinto Andar.

Privatizações

O ministro também disse se sentir decepcionado com o andamento da agenda de desestatização do governo:

Estou bastante frustrado com o fato de estarmos aqui há dois anos e não termos conseguido ainda vender nenhuma estatal. Por isso, um secretário [Salim Mattar] nosso foi embora. Entrou outro [Diogo Cord] que só tem que fazer um gol pra ganhar; o outro fez zero.

Em grande parte, o motivo da demora nas privatizações é o entrave burocrático estabelecido no início de 2019 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que agora exige o aval do Congresso para a desestatização de empresas.

Inflação e o Bitcoin

Se olharmos para a história do Brasil, vemos que a inflação descontrolada não é algo incomum para o brasileiro. Praticamente todo esforço econômico do século passado envolveu a incessante luta contra a hiperinflação. Sendo esse problema sanado apenas em 1994, com a implementação do Plano Real.

Caso isso ocorra novamente, o Bitcoin pode se tornar uma ainda mais forte reserva de valor no Brasil, assim como já ocorreu na Argentina e na Venezuela.

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Apesar da relativa volatilidade de câmbio que o Bitcoin possui –que está diminuindo a cada dia-, a criptomoeda é, na verdade, a moeda mais estável que existe no mundo. Isso porque o seu sistema garante que 1 btc vai ser sempre igual a 1 btc, dentre 21 milhões de unidades. E quanto a isso, não há nada que nenhum banco central ou governo possa fazer.


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