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Em sua sana por mais dinheiro da população, Paulo Guedes mira os livros como fonte de tributos na Reforma Tributária. Quais seriam os efeitos do aumento de tributos? O Bitcoin pode ajudar?

O governo brasileiro continua desesperado atrás de dinheiro, e seu próximo alvo na Reforma Tributária são os livros. Segundo o Ministro Paulo Guedes e o economista Bernard Appy, um dos mentores da proposta, a grande maioria dos compradores de livro possuem alta renda.

A taxação criada pela nova proposta pretende substituir o PIS e Cofins e estabelecer uma Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) de 12%. E mesmo os livros tendo a proteção da Constituição contra impostos, eles podem ser sujeitos às contribuições sociais.

E ao munir os adversários políticos de argumentos de que o Executivo estaria querendo dificultar o acesso dos pobres à cultura, Guedes logo prometeu livros de graça para os pobres.

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No entanto, muitos problemas advém da simplória solução “taxar os ricos para dar aos pobres”; o governo é confiável para escolher a leitura dos pobres? Você confia no Bolsonaro ou no Lula para ditar o que deverá ser lido? A dificuldade do acesso realmente livre à leitura não atrapalharia a ascensão social? As editoras pequenas correm o risco de quebrar e o setor se aproximar de um monopólio? São muitas questões e a maior parte sem uma resposta clara.

Vale notar ainda que a população mais carente está sim buscando a leitura, prova disso foi o público superior a meio milhão de pessoas que atendeu à Bienal do Livro no Rio de Janeiro em 2019. A maioria do público era jovem de classe C.

O que poderia realmente facilitar o acesso à leitura? Depender menos do governo certamente seria um bom primeiro passo.

Bitcoin e pirataria são opções?

Se a reforma tributária de Paulo Guedes passar e os livros ficarem mais caros, provavelmente, veremos um aumento na pirataria e no uso de meios alternativos para a compra de livros.

De acordo com o estudo “Effects of Taxation on Software Piracy Across the European Union” da Universidade de Coimbra, a tributação em famílias com menos renda acaba resultando no aumento de pirataria.

“Um aumento da tributação sobre as famílias com renda menor parece aumentar a pirataria, sendo esse impacto mais pronunciado nessas famílias do que naquelas que ganham mais”, concluiu o estudo.

Como resultado, poderemos ver o surgimento de iniciativas de compartilhamento offline de arquivo. Gastando menos de R$500,00 é factível a criação de um “PirateBox” – que nada mais é do que pequeno computador com chat e compartilhamento de arquivos offline.

ilustrações de uma piratebox

Outra alternativa para pagar menos tributos seria o uso de Bitcoin e criptomoedas. Utilizando a habilidade de enviar valores sem intervenção de terceiros, o bitcoin permite a compra de gift cards usados em livrarias virtuais como a Amazon. A Bitrefill, Egifter e a Bitcoin.com oferecem a compra de cartões presente por bitcoin e até mesmo com altcoins como Monero.

Além disso, como a escassez das criptomoedas é conhecida e a “cunhagem” de novas unidades é feita através de um processo previsível e auditável, as criptomoedas tendem a não sofrer a desvalorização constante causada pela inflação.

Por causa do Efeito Cantillon, a frouxa política monetária estatal pode ser considerada a mais cruel taxação sobre os mais pobres, você pode ler mais sobre isso no artigo “Como Bancos Centrais aumentam a Desigualdade“.

Mas claro, são soluções tecnológicas e nem todos têm acesso à internet ou a localizações com pirateboxes. Ou seja, a tributação ainda afetaria os mais pobres de qualquer forma.

O Bitcoin não conserta o aumento de tributos, mas com certeza dá mais uma opção.

Matéria escrita em colaboração com Neto G.


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