O pesquisador e cientista Átila Iamarino comentou novamente sobre um estudo polêmico relacionado ao coronavírus e a quarentena.

O estudo foi publicado na revista Science Mag e procura projetar a dinâmica de transmissão do SARS-CoV-2 durante o período pós-pandêmico. As conclusões do artigo foram resumidas por Átila em um tweet:

  • Covid-19 é um problema sério que vai durar.
  • Só se resolve mais rápido com vacina, tratamento novo e aumento de capacidade de saúde.
  • O tamanho do surto agora no começo dita o problema nos próximos anos.
  • Distanciamento agora é fundamental para o  futuro.

O estudo também prevê que na falta de intervenções, o novo coronavírus seria um problema até 2024. Já em outro cenário mais positivo, o covid19 poderia durar até 2021:

“Em um cenário de imunidade protetora, projetam que quarentena em países de 1º mundo com boa capacidade de leitos precisaria durar até o meio de 2021 e relaxar gradualmente até o meio de 2022. Acelerar isso depende diretamente de aumentar a capacidade de hospitais.”

Como o vírus se espalha muito rapidamente (mais rápido que meme, segundo Átila), seria essencial a urgência de novos tratamentos e a criação de novos leitos.


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O estudo também procura refutar a tese de as pessoas podem relaxar as medidas de prevenção em regiões quentes. “Calor poderia até atrapalhar a transmissão, mas não o suficiente para ajudar. Vide Manaus quente e úmida, mas entrando em colapso de saúde“, comenta Átila.

Ainda é incerto se é possível pegar o coronavírus mais de uma vez, ou seja, não sabemos se estamos lidando com imunidade permanente ou não. Então, o estudo separou suas previsões em diferentes cenários.

Com imunidade permanente, o vírus desapareceria por completo em 5 anos. De outra forma, não há previsão para o vírus ir embora, contrair Covid-19 seria uma possibilidade constante.

Veja também as outras previsões de Átila:

FMI também trabalha com essa possibilidade

Enquanto os estudos ainda estão calculando o impacto do covid19 na saúde pública, o Fundo Monetário Internacional soltou hoje um relatório afirmando que o PIB do Brasil encolherá 5,3% em 2020.

projeções de desempregos

Contudo, o relatório diz claramente que esse número está baseado em uma estimativa de que a pandemia seja controlada até o meio do ano. Por isso, o FMI afirma que o caminho do covid19 é incerto:

“No início de abril de 2020, o caminho do COVID-19 pandemia permanece incerta. Contenção forte esforços para retardar a propagação do vírus podem precisa permanecer em vigor por mais tempo que o primeiro semestre do ano se a pandemia se mostrar mais persistente do que se supõe.”

E isso poderá colocar em cheque a capacidade dos bancos centrais de responderem a uma reincidência do vírus e fecharem mais uma vez a economia com medidas de distanciamento social e quarentenas. 

Vale lembrar que o governo dos Estados Unidos injetou US$6 trilhões na economia, as finanças em alguns países da  zona do Euro estão em frangalhos e o endividamento dos EUA bateu recordes superando 24 trilhões. A China é a única potência projetada a sair mais forte dessa crise. 

E se a situação em países desenvolvidos é grave, no Brasil é ainda pior.

Desespero econômico entre as famílias cresce

Em janeiro deste ano, segundo o PNAD Contínua, o Brasil já possuía cerca de 11.9 milhões de desempregados, ou cerca de 11,2% da população ativa. Porém, esses números são postos em cheque com os relatórios mais recentes de coronavírus.

Segundo números do SEBRAE, exclusivos ao CNN, pelo menos 600 mil micro e pequenas empresas foram fechadas e 9 milhões de funcionários foram demitidos em decorrência dos efeitos socioeconômicos do coronavírus, seguidos da quarentena.

Além disso, previsões de analistas mostram que os números podem voltar aos valores de março de 2019, quando chegou a um pico de 13,9% de desempregados no país, até o final do ano, dependendo das reações governamentais e mundiais e da produção de uma vacina; esta, por sua vez, que só poderia ser distribuída com pelo menos 1 ano de produção e apuração de resultados.

A pesquisa também mostra que 30% dos empresários tiveram que buscar empréstimos para manter seus negócios, mas o resultado não tem sido positivo: 29,5% destes empreendedores ainda aguarda uma resposta das instituições financeiras e 59,2% simplesmentes tiveram seus pedidos negados.

Dentre diversos auxílios emergenciais sendo emitidos pelo governo, como o Coronavoucher para Trabalhadores Informais e o Auxílio Merenda para estudantes de rede pública, é natural questionar até onde governos e bancos mundiais estão dispostos a expandir linhas de crédito e realizar a impressão desenfreada de notas.

Por fim, o Santander também realizou uma análise que prevê o aumento de desempregos em 2,5 milhões de pessoas, com a taxa média subindo a 12,3%. Ainda de acordo com o banco Goldman Sachs, a economia de países desenvolvidos também poderá encolher em até 35% até o fim de 2020.

*Matéria em construção, sofrerá atualizações e acréscimos ao desenrolar do assunto.


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