O perfil no Twitter usado para “cancelar” figuras de direita finalmente achou algo impossível de cancelar. Não estou falando de Léo Lins ou Monark e sim de um endereço de bitcoin.

O jornalista Allan dos Santos perdeu o acesso às suas principais redes sociais como Facebook, Twitter e outras, apenas restando o Telegram. Por lá, ele começou a divulgar o bitcoin como meio de receber doações.

Telegram Allan dos Santos

“Nos últimos dias, Allan perdeu diversas campanhas de arrecadação online e agora usa bitcoin para ganhar dinheiro enquanto está no USA de maneira irregular e foragido da PF…

O Telegram é a principal rede social do blogueiro, ele tem usado a rede para tentar captar dólar com os seguidores. Mas os Giants estão atento na plataforma e denunciando toda movimentação do blogueiro.”, afirmou o Twitter do Sleeping Giants. ” – afirmou o grupo Sleeping Giants.

Acusado de crime de opinião, Allan dos Santos é um bolsonarista de carteirinha, negacionista, conspiracionista e compartilha ideias do terraplanista Olavo de Carvalho. Em vídeo do começo de 2020, o jornalista faz desdém da pandemia global que matou milhões de pessoas:

Apesar das opiniões abjetas, Allan deveria ter o direito de expressá-las. Assim como faz impunemente o misógino que cospe em mulheres, o homofóbico de barba com poucos dedos e toda a extrema-esquerda intocada pelo Sleeping Giants. 

Bitcoin, impossivel de censurar?

comentário no Twitter

Como parte da campanha para tentar ‘calar a boca’ de qualquer opinião diferente, o Sleeping Giants ataca diretamente a fonte de renda daqueles que discordam de seu discurso extremista.

Mas isso está para acabar. O uso de bitcoin e criptomoedas contra o extremismo e a favor da liberdade de expressão acontece há muitos anos na Venezuela, Cuba  e recentemente virou uma opção no Afeganistão.

O Bitcoin é, antes de tudo, um protocolo que funciona em centenas de milhares de computadores ao redor do mundo. Sendo totalmente open source e aberto, qualquer pessoa pode se unir à rede e seguir as regras do protocolo. 

Isso torna o bitcoin cada vez mais descentralizado, garantindo que nenhuma empresa, Estado ou governo tenha controle sob a rede. Tornando a criptomoeda impossível de “cancelar” ou bloquear.

O sistema é completamente voluntário e nasceu de grupos criptoanarquistas, como a lista de email Cypherpunk onde foi publicado o white paper do Bitcoin. Devido a sua natureza anti-frágil, o bitcoin e sistemas semelhantes estão fora do alcance do Sleeping Giants. 

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Fica claro o desespero dos seguidores do movimento ao ver o fluxo de dinheiro no blockchain do bitcoin, alguns até denunciam a ideia para a Receita Federal e STF, como se eles tivessem algum poder sobre o BTC.

Sleeping Giants e o bloqueio de bitcoin nas exchanges

Apesar de ser impossível de censurar, o bitcoin conta com um sério calcanhar de Aquiles, sua privacidade. Todas as transações na rede são públicas e facilmente verificáveis.

Isso abre as portas para o grupo de canceladores monitorar qualquer transação de Allan para corretoras. Dessa forma, eles conseguem pedir o bloqueio da conta na corretora, permitindo o confisco dos criptoativos. 

Visto que os endereços de bitcoin das exchanges são públicos é fácil identificar para onde o jornalista mandara os fundos para trocar por dólares, a não ser que ele use transações de pessoa para pessoa (P2P), plataformas como a Bisq ou parta para soluções ainda mais extremas como criptomoedas especializadas em privacidade.

Moedas como Monero são ainda mais privadas que o bitcoin, garantindo que ninguém saiba para onde foi ou para onde vão as doações. Nós explicamos mais sobre a Monero no vídeo abaixo: 

*Esse é um texto opinativo e não reflete necessariamente a opinião do Cointimes como empresa.

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