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As stablecoins têm crescido muito nos últimos anos, mas elas ainda representam uma fração muito pequena de toda a oferta de dinheiro no mundo, mostrando que ainda existe muito espaço para aumento de capitalização.

Crescimento e fiascos no mercado de stablecoins

As stablecoins – criptomoedas cujo objetivo é apresentar um preço estável, normalmente atrelado a outros ativos e moedas fiduciárias, como é o caso das mais populares, que prometem relação de preço em 1:1 com o dólar norte-americano – vêm crescendo muito no mercado.

Quando observamos os principais projetos, com lastro em USD: TetherUSD (USDT), CircleUSD (USDC), BinanceUSD (BUSD) e DAI; vemos um forte crescimento, que se intensificou ainda mais no início de 2021, segundo relatório da a16z.

Gráfico mostrando o supply total de stablecoins.
Fonte: Andreessen Horowitz – State of Crypto Report

Como seu preço é estável em um para um com o dólar, seu crescimento é medido por aumento do supply, ou oferta financeira, já que conforme a demanda pela moeda aumenta no mercado (com mais pessoas querendo usar a stablecoin), sua oferta precisa aumentar na mesma proporção, em respeito à lei econômica da oferta e demanda. Mantendo assim seu preço “estável”.

No gráfico, é possível observar o crescimento total das 4 moedas, somando cerca de US $171 bilhões, com o USDT sendo de longe o responsável pela maior parte da oferta monetária disponível de criptomoedas que refletem o dólar.

Recentemente o mercado passou por um grande fiasco envolvendo o que na época era a terceira maior stablecoin por capitalização de mercado, a TerraUSD (UST), que se viu em uma espiral da morte, perdendo totalmente seu valor, junto dos outros ativos que, em tese, serviam para manter o preço estável através do uso de algoritmos complexos.

13% do Canadá e 1% da Europa

Ainda de acordo com o mesmo relatório da a16z, mesmo com um crescimento tão marcante, as stablecoins ainda têm um longo caminho a percorrer no que diz respeito ao supply total de dinheiro do mundo, medido pelo M1.

O M1 é o índice que mede a oferta de dinheiro circulante do mundo, sem incluir as reservas bancárias (incluídas no M0).

Comparação do supply de stablecoin com outros países.
Fonte: Andreessen Horowitz – State of Crypto Report

Segundo este gráfico, com os $171 bilhões de dólares, a oferta monetária de stablecoins equivale a cerca de 13% do supply do Canadá, 10% do supply da itália e 1% da região europeia.

A adoção das stablecoins indicam também um maior interesse na indústria blockchain e no mercado de criptomoedas, pois normalmente são a ponte entre as moedas fiduciárias e a compra de criptoativos como o Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e outros.

Um crescimento do supply de stablecoins indica um crescimento da conversão de dólar (USD) para algo que possa se comunicar melhor com o ecossistema cripto, além de uma procura por maior soberania e um dinheiro peer-to-peer.

Além disso, as stablecoins normalmente são o porto seguro dos investidores da nova economia digital em momentos de crise, incerteza ou quedas. Quando capital sai dos ativos mais voláteis e é alocado em ativos – em teoria – mais estáveis, aguardando o momento correto de reentrada.

Este fenômeno, por exemplo, foi observado no Inverno Cripto de 2018.

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