Os dias em que a Suíça era considerada sinônimo de privacidade bancária estão com os seus dias definitivamente contados. O parlamento suíço aprovou nesta terça-feita a troca automática de informações bancárias com 18 países.

A troca de informações bancárias automáticas será feita com a Albânia, Azerbaijão, Gana, Líbano, Macu, Maldivas, Niue, Oman, Paquistão, Peru, Samoa, São Martinho, Tinidad e Tobago e Vanuatu.

Em troca, o governo suíço vai receber informações de seus cidadãos nos países citados.

A Turquia era considerada, porém, o Senado julgou que o país ainda não estava pronto para receber esses dados.

Até o momento, a Suíça compartilha dados com 63 países e recebe informações de outros 75, incluindo o Brasil.

Recentemente as autoridades do país revelaram mais de 3,1 milhões de clientes de bancos suíços tiveram suas informações reveladas para outros países. Como retorno, o governo conseguiu informações de 2,4 milhões de cidadãos suíços em outros país.

Criptomoedas, o novo banco Suíço?

Essa relação espúria entre governos é ameaçada pela forte criptografia em algumas criptomoedas.

Monero, Zcash e Beam são exemplos de projetos que lutam para manter a privacidade e o anonimato de seus usuários.

Sem a necessidade de um intermediário bancário e com tecnologia de ponta, as criptomoedas estão tomando o lugar dos paraísos fiscais.

De acordo com o Satis Group, é calculado que 32 trilhões de dólares estão parados em paraísos fiscais. Com o aumento das regulamentações, é possível que as criptomoedas tomem o lugar desses países.

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Potencial de mercado das criptomoedas privadas é gigantesco

Se isso acontecer, algumas pesquisas sugerem que moedas como Monero, podem valorizar em até 1.800%.