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Tudo que você precisa saber sobre a moeda do Mercosul

Em visita ao presidente da Argentina, Alberto Fernández, Lula defendeu a criação de uma moeda comum para o Mercosul. Entenda a proposta.

Antes de mais nada, é necessário esclarecer que não se trata de uma ideia nova. Em abril do ano passado, Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda, e Gabriel Galípolo, secretário-executivo da pasta, defenderam a proposta numa publicação na Folha de São Paulo.

Moeda comum, não única

Ao contrário do que muitos pensam, não se trata de uma moeda única para o Mercosul, assim como o euro na União Europeia. Em vez disso, o objetivo é criar uma moeda para ser utilizada em transações comerciais e financeiras entre os países, sem substituir as moedas locais.

A ideia, segundo seus autores, é diminuir a dependência do dólar para o comércio internacional. Citando as sanções econômicas impostas à Rússia por EUA e União Europeia, Haddad e Galípolo pretendem criar uma ferramenta para promover a soberania dos países sul-americanos.

Embora o ministro da Fazenda tenha dito que não haverá unificação monetária na região, ele chegou a defender essa possibilidade no seu artigo com Galípolo. “Os países-membros (…) teriam liberdade para adotá-la domesticamente ou manter suas moedas”, disseram à época. Resta saber se a declaração mais recente afasta de vez essa possibilidade ou apenas destaca a finalidade principal da nova moeda.

Paulo Guedes, ex-ministro do extinto Ministério da Economia, já chegou a propor uma moeda única para a região em diversos momentos, mas Haddad fez questão de dizer que não compartilha dessa ideia.

CBDC

No artigo publicado na Folha, Haddad e Galípolo comentaram que seria uma moeda digital, com o nome provisório de “sur” (sul, em espanhol). Por conta da intenção de ser uma moeda paralela, ela não substituiria o Real Digital, CBDC (moeda digital de banco central, na sigla em inglês) que está sendo desenvolvida pelo Banco Central do Brasil.

Entretanto, também seria uma CBDC, pois o texto propõe a criação de um Banco Central Sul-Americano para cuidar da sua emissão.

Previsão para implementação

Não há nenhuma data especulada para que a proposta se concretize. Lula e Fernández falaram apenas que decidiram “avançar nas discussões sobre uma moeda sul-americana comum”.

O ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, falou sobre a necessidade de estudar o que seria necessário para implementar a proposta, deixou claro que não queria criar falsas expectativas e falou que era apenas o primeiro passo numa longa jornada.

Críticas

A principal crítica dos opositores da medida é a possibilidade de a moeda servir para melhorar a situação dos argentinos às custas do Brasil. Não é segredo que a Argentina passa por uma crise econômica gravíssima, tendo terminado o ano de 2022 com quase 100% de inflação. Além disso, o país já deu nove calotes na sua dívida pública, e sua pobreza mais que dobrou nos últimos cinco anos.

Por conta desses fatores, a busca por dólares é generalizada por parte da população argentina, o que obrigou o país a estabelecer um limite para a compra mensal da moeda americana, que atualmente é de US $ 200. Muitos argentinos recorrem ao mercado negro ou a criptomoedas para se protegerem, o que fez com que o Banco Central do país proibisse que bancos negociassem criptoativos.

Justamente por esses motivos, uma série de reformas seriam necessárias para criar um cenário que pudesse viabilizar a implementação de uma moeda regional. Mesmo que elas obtenham sucesso — o que é difícil, considerando a tragédia econômica que é a Argentina das últimas décadas —, certamente não será algo para curto-médio prazo.

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