O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, informou no início do ano que pretende atrair 50 mil argentinos fugindo do caos econômico, dos altos impostos e da inflação que se instalou  no país nos últimos anos. As medidas se dão através da flexibilização das regras para se investir e residir no país. 

“Temos certeza de que nosso país se tornará um destino não apenas para investir, mas também para que as famílias morem e desfrutem de nossas praias”, reforçou o presidente do Uruguai.

Para os residentes do Mercosul que desejam morar no Uruguai basta demonstrar interesse na residência. Porém, para obter a moradia fiscal é necessário possuir imóvel equivalente a pelo menos US$ 1,7 milhão ou investir em empresa que gere ao menos 15 empregos.

Imposto sobre grandes fortunas

Essas medidas foram tomadas no início do ano, porém os seus efeitos se intensificaram no meio de 2020 por conta de uma série de medidas econômicas tomadas pelo governo de Alberto Fernandez, presidente da Argentina.

A compra de dólares no varejo se tornou praticamente impossível no país após do aumento de impostos sobre o câmbio, obrigando os hermanos a atravessarem o rio de La Plata para trocar seus dólares no Uruguai. 

O governo também enviou ao Congresso um novo imposto sobre grandes fortunas que afetará quem possuir patrimônio igual ou superior a 2,7 milhões de dólares. A lei não foi cotada na moeda argentina devido a desvalorização constante do peso em relação às outras moedas.

Muitos argentinos também se viram insatisfeitos com as medidas quase sem fim para o controle da pandemia, e resolveram demonstrar sua insatisfação através de protestos populares.

O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, informou no início do ano que pretende atrair 50 mil argentinos fugindo do caos econômico.
Protesto contra o lockdown

O Uruguai pode ter um aumento significativo do Produto Interno Bruto (PIB) por conta desse fluxo migratório. O país tem um PIB de 59 bilhões de dólares, que representa pouco mais de 10% do PIB da Argentina que é de US$ 519 bilhões. 

Ao passo que muitos argentinos fogem fisicamente do governo, muitos outros estão optando pelas criptomoedas para proteger seu patrimônio da inflação e de possível confisco. Uma pesquisa revelou que cerca de 76% dos argentinos acreditam que as criptomoedas serão capazes de proteger suas economias.


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