A análise fundamentalista sempre foi muito importante para guiar grandes investidores no mercado financeiro, cada um com suas próprias métricas preferidas que ajudam a tirar conclusões relevantes sobre o mercado.

Ciclo dos fundamentos

O mercado de criptomoedas inovou em muitas áreas relacionadas ao mercado financeiro tradicional e, com estas inovações, precisamos aprender também como analisar corretamente o mercado para identificar bons projetos, ou acompanhar os projetos que já gostamos, da maneira correta.

De acordo com David Hoffman, fundador da Bankless, estamos entrando em um novo ciclo, focado mais em solidez dos fundamentos e menos em crescimento de preço histórico (análise técnica).

Para acompanhar as mudanças e não ficar para trás, é preciso aprender sobre as métricas mais utilizadas e que podem ajudar com seus investimentos.

Cinco métricas para análise fundamentalista no mercado de criptomoedas

Selecionei cinco métricas que acredito serem muito importantes para toda análise fundamentalista e que utilizo no meu dia-a-dia, tanto quando vou avaliar um novo projeto, como para monitorar os projetos que já acompanho e tenho em carteira.

#1 Ranking de MarketCap

O ranking por marketcap é a métrica mais importante, pois ela oferece uma fácil comparação entre os projetos que estão melhor avaliados pelo mercado em relação aos demais e isso se reflete em sua posição no ranking.

Ranking por marketcap segundo o Coingolive.

Veja bem, que o foco é para utilizar a capitalização de mercado como medida comparativa e conseguir insights sobre a percepção do mercado sobre os ativos e segmentos, mas nem sempre significa que um ativo melhor colocado no ranking possui melhores fundamentos que um ativo pior colocado. Uma maioria pode errar e isso acontece muito com as criptomoedas.

Os exemplos mais recentes são a Safemoon, que foi exposta como um dos maiores golpes do mercado e a Terra (LUNA) que ocupou posições importantes no top 10 ao lado do TerraUSD (UST), mas demonstrou ter fundamentos muito fracos.

Um investidor pode utilizar o ranqueamento por marketcap para identificar projetos ainda não descobertos pela massa e com bom potencial de crescimento.

A métrica de ranking por capitalização é ótima quando utilizada em conjunto com outras métricas por este motivo. Caso um projeto esteja bem posicionado no ranking, mas falhe em outros pontos da análise fundamentalista, talvez ele esteja sobrecomprado (caro); e caso seja o inverso, talvez esteja sobrevendido (barato).

#2 Demanda por MarketCap em análise fundamentalista

Em análises fundamentalistas do mercado de criptomoedas, muito se fala sobre supply (oferta do ativo) e inflação (novas unidades sendo colocadas em circulação) – nós chegaremos lá, mas muitos investidores se esquecem da outra parte da lei econômica de oferta e demanda.

É importante conseguir analisar a demanda existente pelo ativo e essa informação normalmente pode ser conseguida observando:

  • Objetivo e proposta do projeto: O que ele pretende solucionar
  • Negócios que já estão utilizando o ativo: Quantidade e tamanho
  • Atividade da comunidade: Engajamento nas redes sociais, tamanho das comunidades e número de membros em fóruns e grupos

A análise de demanda consegue trazer ainda mais resultados se comparada com a capitalização de mercado, por exemplo através de índices que relacionam a demanda de forma quantitativa, com o valor de marketcap e colocada lado a lado com outros projetos.

#3 Distribuição do Supply (oferta)

Não menos importante que a análise da demanda é a análise da oferta, que pode ser referente à oferta futura, com cálculo de inflação sobre o ativo, com a quantidade de tokens que serão emitidas ou colocadas em circulação com o tempo, que cria pressão vendedora; ou cálculo de deflação, com queimas, por exemplo, que aumentam o valor do ativo perante o mercado e podem influenciar em alta de preço.

E também pode ser referente à oferta passada e presente, com análise de distribuição das moedas ou tokens, avaliando se existem endereços concentrando grandes quantidades do ativo e também se existe uma tendência de centralização financeira com o tempo.

Quanto melhor distribuído for um ativo, menor é o impacto no preço decorrente da movimentação das baleias, seja por uma decisão de investimento legítima, como a saída do projeto, ou até mesmo de manipulação de mercado com “pump & dump”, por exemplo.

#4 Métrica de Volume por MarketCap

Outra métrica muito poderosa é o volume, que gera diversos indicadores importantes e é indispensável para uma análise fundamentalista completa.

O volume pode nos mostrar, por exemplo, qual a liquidez do ativo, que deve ser considerada principalmente por investidores que pretendem alocar uma quantidade alta de capital. A liquidez é a capacidade de transformar o ativo em outra moeda como o USD ou BRL.

Ativos com baixa liquidez possuem uma maior volatilidade, já que pequenas operações de compra e venda podem influenciar no preço. Eles também são mais facilmente manipuláveis.

Além disso, o volume é um termômetro que mede o interesse do mercado no ativo (quando ele possui um histórico de volume crescente ou alto), mas também oferece uma resposta rápida à aceitação do mercado sobre tendências de preço e notícias relacionadas à criptomoeda.

Por exemplo, se em um mercado de baixa (ou de alta) o volume cai, isso mostra que o mercado não aceita esta tendência e pode indicar reversão. O inverso ocorre quando o volume aumenta durante um mercado de baixa (ou de alta), confirmando a tendência.

Quando saem novidades relevantes sobre os projetos, o volume também indica como o mercado valoriza aquela informação.

A métrica de volume pode ser combinada com a capitalização de mercado, através do índice Vol/MCap, que divide o volume das últimas 24 horas, pelo marketcap do ativo e o resultado pode ser utilizado para comparação com outros projetos.

Quanto maior o número, maior o impacto do volume sobre a análise fundamentalista e mais importante é analisar o cenário para entender se é positivo ou negativo.

#5 Coeficiente de Nakamoto (NC)

O coeficiente de nakamoto mede a descentralização da rede, ao calcular quantas entidades em um determinado projeto precisariam conspirar em conjunto para assumir maioria sobre o consenso da rede.

Quanto maior o Coeficiente de Nakamoto, mais segura está a rede contra conluios e ataques externos.

Normalmente ele é calculado tomando como base o quorum necessário para controle do consenso e soma o poder de voto dos maiores participantes até atingir este número.

No Bitcoin, por exemplo, o NC atualmente está em 3, já que o consenso pode ser controlado com 51% da hashrate gerada através do proof-of-work (PoW) e somando o poder de hash das 3 maiores pools, Foundry USA, AntPool e F2Pool, são 51,4% de toda a hashrate na rede.

Fonte: https://btc.com/stats/pool 

Conclusão

Estas são apenas as 5 métricas que eu considero mais importantes, mas existem diversas outras que podem ser utilizadas pelos investidores para tomar melhores decisões. Eu mesmo utilizo muito mais de cinco quando estou estudando um projeto.

Quais são as suas métricas preferidas para análise fundamentalista?

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