Didi Taihuttu é um holandês que, junto a sua família, resolveu vender tudo que tinha para comprar Bitcoin e viajar pelo mundo, sem se importar tanto com bens materiais.

Eles já passaram por mais de 30 países, postando fotos no blog Yolo Family Travel e ensinando como usar a criptomoeda da internet, principalmente para ONGs e instituições de caridade.

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Mas como alguém teria coragem de vender casa, carro e demais pertences para entrar “ALL IN” em Bitcoin? As criadoras do UseCripto, Carol Souza e Kaká Furlan, conversaram com Taihuttu em uma live para descobrir.

O UseCripto é um projeto brasileiro que busca mostrar as usabilidades das criptomoedas no cotidiano. Elas inclusive já mostraram a experiência de tentar fazer uma viagem usando apenas criptomoeda em Florianópolis.

Em uma de suas viagens, Didi encontrou uma cidade conhecida como “Bitcoin City”, na Slovenia, em que era possível pagar por 100% das suas necessidades diretamente em BTC.

Em outra ocasião, na Itália, existe também uma pequena cidade chamada Rovereto em que existem mais de 60 lojas que aceitam cripto. Nessa cidade, Didi pagou por supermercado, roupas, brinquedos, hotéis e até mesmo impostos locais, em Bitcoin.

A experiência e a “coragem” de vender tudo para comprar Bitcoin

Ao contar sua experiência, Taihuttu explica que por um motivo muito delicado, eles perceberam que deveriam valorizar mais o tempo em família e aproveitar a vida.

E mesmo antes de vender tudo para comprar Bitcoin, a família já estava se adaptando a um novo estilo de vida.

“O que é coragem? Você precisa ter coragem para fazer coisas extraordinárias na vida. Para nós, a gente já estava mudando de vida. Nós paramos de achar que ficar rico era muito importante.

Percebemos que era mais importante educar nossas filhas e mostrar como é ter uma vida livre. E como ensinar isso sem dar o exemplo?

É claro que precisa de coragem para vender a sua casa e colocar tudo em Bitcoin. Mas se você não se importa em perder, isso acaba não se tornando grande coisa.

A maioria das pessoas está tão viciada em dinheiro e ostentação, eles tem medo de perder tudo isso. E o medo de perder algo te aprisiona.”

No final das contas, apesar de grandes oscilações, a cotação da criptomoeda já subiu muito desde o ato de coragem da Família Bitcoin, o que possibilitou uma liberdade financeira ainda maior.

Didi também considera que a característica peer-to-peer (P2P) do Bitcoin é razão para uma maior liberdade, já que possibilita a característica de um bem não confiscável.

“Eu acredito que as notas físicas de dinheiro vão desaparecer. Isso significa que a única maneira de gastar dinheiro no futuro é através de um sistema bancário.

E já vimos isso acontecer no passado, vimos na Grécia, vimos no Chipre, vimos na Venezuela… Que quando você só tem o sistema bancário para confiar, isso também pode significar que você vive em um estado controlado.

Se apertarem um botão e congelarem sua conta, você está pobre. Mesmo se você tiver um milhão. É por isso que precisamos de uma nova forma de dinheiro, e precisa ser P2P.”

O que você acha da Família Bitcoin? Eles arriscaram mais do que deveriam ou estavam certos? Deixe sua opinião nos comentários.