Reguladores chineses recentemente convocaram uma reunião de emergência de bancos nacionais e estrangeiros para examinar a melhor forma de proteger os ativos do país no exterior.

A China vem tomando medidas sérias para se preparar contra potenciais sanções dos EUA, semelhantes às que foram impostas contra o setor bancário russo, a conferência interna foi realizada em 22 de abril e incluiu altos funcionários do Banco Central da China e do Ministério das Finanças. Com representantes enviados de todos os bancos domésticos, bancos chineses no exterior e, adicionalmente, algumas instituições internacionais ligadas à China, como o HSBC.

A conferência foi realizada enquanto a Rússia cobrava de Washington o roubo de US$ 300 bilhões de seus ativos.

O Ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, alegou, em entrevista à Al Arabiya TV, que as nações ocidentais na verdade roubaram mais de $300 bilhões de dólares da Rússia. Lavrov havia descrito as ações dirigidas pelos EUA como um “roubo sem vergonha que visa apreender o dinheiro congelado para transferi-lo para outra pessoa”.

Os países europeus têm liderado as apreensões incitadas pelos EUA e, com isso, houveram sugestões de que o uso de ativos russos apreendidos, incluindo reservas congeladas do Banco Central russo, será destinado para reconstrução da Ucrânia e para financiar instituições ucranianas.

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A China, em uma crise semelhante, efetuou a reunião de emergência depois da administração Biden ter “avisado” o país para não servir como capacitador militar russo, ou assistindo o país na evasão de sanções. Biden havia transmitido esta advertência diretamente ao presidente Xi Jinping, em uma ligação feita em 18 de março.

Um alto funcionário do Ministério das Finanças chinês disse que a administração de Xi havia sido posta em alerta pela capacidade dos EUA e seus aliados de congelar os ativos em dólar do banco central russo

Segundo o relatório publicado pela Financial Times, os funcionários e participantes da reunião não mencionaram cenários específicos, mas um possível gatilho para as sanções pode ser uma invasão chinesa em Taiwan, que a China reivindica como seu território e ameaçou invadir caso a capital Taipé recuse submissão ao controle chinês.

Se a China atacar Taiwan, a dissociação das economias chinesa e ocidental será muito mais severa do que com a Rússia, porque a economia da China afeta todas as partes do mundo.

A China se prepara para uma guerra econômica com o ocidente como resultado de um confronto armado em Taiwan, com isso, a capital taiwanesa está pensando em estratégias de defesa e sobrevivência:

“Tentamos ver o que podemos aprender com a Ucrânia ao nos defendermos, eles usam pequenas armas para lutar contra um grande inimigo. Acho que isso é algo com o que podemos aprender. Na verdade, temos nos preparado para isso, mas precisamos fazer mais investimentos,” disse o Ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Joseph Wu, em entrevista com a CNN.

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