Mark Alizart, também conhecido como o filósofo mais divertido da França, é autor de um livro que definitivamente foge do senso comum, o “Criptocomunismo“. O autor afirma que o “Bitcoin não será a moeda dos libertários, mas dará origem a uma versão atualizada do comunismo, o criptocomunismo.”

Mark acredita que o whitepaper do Bitcoin foi um “manifesto revolucionário” que retira o poder dos bancos e que possibilita a criação de instituições fora do sistema capitalista. 

Na medida em que nos permitem ‘nos apropriar coletivamente dos meios de produção monetária’, parafraseando Marx, e substituir ‘o governo das pessoas pela administração das coisas’, como defendia Engels, eles formam a base de um regime político que começa a parecer um comunismo que finalmente se concretizou – um criptocomunismo, informou o autor no resumo do seu livro.

As ideias do autor não são completamente estranhas ou inéditas. O Bitcoin e as redes descentralizadas são considerados por muitos como uma ameaça ao monopólio de grandes instituições, incluindo governos e bancos.

O que a criptomoeda fez foi descentralizar a função de emitir moeda, assim, ninguém precisa de nenhum tipo de autorização especial para minerar bitcoin. Teria a criptomoeda ajudado a alcançar um marco do sonho comunista de descentralizar os meios de produção?

Bem, certamente os Estados têm medo de que as criptomoedas minem o seu poder sob as moedas correntes. No Fórum Econômico Mundial de Davos, o ministro da economia Paulo Guedes afirmou que bancos centrais estavam com medo de perder o papel de emissor da moeda mais utilizada.

Enquanto isso, os Aplicativos Descentralizados (Dapps) também podem permitir que serviços gigantescos operem sem necessidade de uma entidade centralizada, como uma empresa comandando as operações. Um ótimo exemplo para isso é o Arcade City, uma espécie de “Uber descentralizado” que roda na blockchain do ethereum. 

O aplicativo pode realizar o intermédio entre os motoristas e os usuários através de uma rede descentralizada, o que reduz o custo de execução da operação. Esse é um exemplo de muitas outras soluções que estão surgindo no mercado.

No Brasil, Wladimir Crippa (PSOL), que foi candidato a vereador da cidade de Florianópolis, afirmou que defende uma democracia líquida em blockchain.

Usando as modernas tecnologias, computadores, criptografia e blockchain, podemos registrar os votos e a delegação de votos para que possamos decidir sobre essas políticas nós mesmos”, explicou Wladimir em vídeo.

O Bitcoin e os libertários

Apesar de possuir usuários de todas as vertentes políticas, o Bitcoin claramente surgiu em um meio libertário, e o próprio Satoshi Nakamoto entendia o potencial do seu projeto para esse meio.

[O Bitcoin] É muito atraente para o ponto de vista libertário, se pudermos explicar corretamente. Contudo, sou melhor com código do que com palavras, afirmou Nakamoto em email direcionado a Hal Finney.

Porém, é inegável que o Bitcoin e toda a tecnologia que o envolve, pode ter aplicações para as mais diferentes ideologias. É difícil imaginar com exatidão qual será o impacto das criptomoedas e das redes descentralizadas no mundo. Mas parece ser um consenso que essas tecnologias vão impactar significativamente a nossa sociedade.

Qual a sua opinião? O blockchain e as criptomoedas vão ajudar a construir uma sociedade libertária, comunista ou uma “democracia líquida”? Deixe nos comentários abaixo.

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