Resistente à censura e criptograficamente seguro, o Bitcoin é capaz de proporcionar propriedade de verdade para qualquer pessoa que queira utilizar a tecnologia. Foi isso que Michael Saylor, CEO da MicroStrategy, explicou em entrevista recente à Fox Business.

Segundo ele, as pessoas geralmente vão para os Estados Unidos em busca de duas coisas: propriedade e liberdade. “E Bitcoin representa propriedade e liberdade para 8 bilhões de pessoas”, disse o co-fundador da empresa que já detém mais de 92 mil bitcoins.

O que isso significa?

Um programa de computador lançado em 2009 por Satoshi Nakamoto tinha uma função: permitir transações pela internet sem a necessidade de intermediários. Para isso, precisou que a rede fosse descentralizada e aberta para todos.

“Esse programa criou 21 milhões de moedas virtuais no ciberespaço. Funciona da seguinte maneira: ele criou o ouro digital perfeito em uma rede monetária digital aberta. Ou seja, se você quisesse guardar mil dólares onde estivesse longe do alcance de uma empresa, um CEO, um governo ou um banco, e você quisesse ter custódia pessoal deste valor, você poderia ter com bitcoin.”

Ou seja, funcionaria como uma solução tecnológica para prover a todas as pessoas do planeta direitos de propriedade. Sem a necessidade de um registro em cartório, moedas de bitcoin são ativos ao portador, elas simplesmente são de quem possui as chaves privadas que assinam as transações da carteira.

Não importa o quanto valor você queira armazenar em Bitcoin, guardar um bilhão de dólares em BTC é tão fácil guardar cem dólares. “Nós nunca tivemos isso na história da humanidade”, disse Saylor.

Em El Salvador, pequeno país que recentemente adotou o BTC como moeda oficial, por volta de 70% da população não tem conta bancária e muito menos acesso à Wall Street para acumular ativos. Além disso, quando as pessoas realizam remessas internacionais para enviar dinheiro para família, pagam até 50% de taxas para provedores de pagamentos.

Além disso, Saylor explica, eles perdem cerca de 10% por ano em poder de compra por estarem guardando dinheiro, e não um ativo. “O Bitcoin te permite guardar valores em um ativo que valoriza e lhe deixa movê-lo na velocidade da luz ao redor do globo [via Lightning Network]”.

No Twitter, Michael Saylor disse que “A solução monetária global do século 21 é uma moeda digital (USD) servindo como um meio de troca apoiado por um ativo digital (BTC) servindo como uma reserva de valor, com #Bitcoin como a rede de liquidação final e #Lightning como a rede de transação. El Salvador é o modelo.”

Por que Bitcoin, e não Ethereum?

Na entrevista para Fox Business, o apresentador apontou que Saylor sempre bateu na tecla do Bitcoin e pediu para ele explicar por que essa reserva de valor não poderia vir de outro token como o ether da rede Ethereum.

Ao que Saylor responde,

“Bitcoin é o criptoativo dominante, é o mais antigo, é o mais forte, é o mais seguro. Ele foi desenhado para fazer uma coisa bem, que é manter o controle de 21 milhões moedas virtuais no ciberespaço.

As outras criptos são aplicações, e redes de aplicações são focadas em funcionalidades ou performance. Bitcoin é otimizado para durabilidade, integridade e segurança”.

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