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Braço direito de Warren Buffett quer banir o Bitcoin

O que é Bitcoin

Munger quer banir o bitcoin e proibir as criptomoedas, argumentando que a recente proliferação de emissão privada de ativos digitais levou a uma lacuna na regulamentação e a um desrespeito pela proteção ao consumidor.

Em uma coluna de opinião publicada ontem (01) pelo Wall Street Journal, Charlie Munger, vice-presidente da Berkshire Hathaway, empresa de Warren Buffet com sede em Omaha, argumenta que os EUA deveriam impor uma proibição federal das criptomoedas.

Munger acredita que uma criptomoeda é “um contrato de jogo de azar,” e afirmou que se recusa a reconhecer ativos digitais como títulos ou commodities, reclamando também da falta de proteção ao investidor.

Curiosamente, ainda nesta semana, o Reino Unido deu início a uma proposta de regulamentação da indústria de criptomoedas justamente pensando na proteção do investidor, além da resiliência operacional das empresas, por conta dos efeitos negativos das falências do mercado no ano passado. 

“Nos últimos anos, empresas privadas emitiram milhares de novas criptomoedas, grandes e pequenas, que mais tarde foram negociadas publicamente sem qualquer pré-aprovação governamental.

Em alguns casos, um grande bloco dessas moedas foi vendido a um promotor por quase nada, e depois o público compra a preços muito mais altos sem entender completamente a pré-diluição em favor do promotor.

Todo este capitalismo selvagem é muito parecido com o descrito em uma observação frequentemente atribuída a Mark Twain, que se pensa ter dito que “uma mina é um buraco no chão com um mentiroso no topo.’” – introdução da coluna de Charlie Munger para o WSJ.

O braço direito de Warren Buffett sugeriu ainda que os EUA deveriam seguir o exemplo da China, proibindo as criptomoedas. Vale mencionar, no entanto, que existem boatos de regulamentação da indústria por parte do governo chinês, ainda que Justin Sun não seja a fonte de informação mais confiável do mundo.

Saiba mais: China vai declarar Bitcoin como ‘forma legítima de riqueza,’ diz Justin Sun

Munger também cita a reação da Inglaterra a uma depressão no início dos anos 1700 como outro precedente para uma proibição geral dos ativos digitais: em resposta a um esquema promocional que levou a uma depressão, o Parlamento inglês proibiu todo o comércio público de novas ações ordinárias. 

Essa proibição ficou em vigor por aproximadamente 100 anos, e Munger argumenta que durante este tempo, a Inglaterra fez a maior contribuição nacional para o esclarecimento e a revolução industrial, e também gerou os Estados Unidos. Se esta última é algo a se gabar, há controvérsias. 

Munger concluiu sua operação pedindo que os Estados Unidos seguissem o esplêndido exemplo de senso incomum do líder “comunista” chinês e proibissem as criptomoedas a fim de evitar mais danos ao público. 

Munger é publicamente um dos maiores críticos do Bitcoin, assim como Buffett. No passado, o investidor chegou a comparar criptomoedas a “alguma doença venérea,” ou piolho.

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