Os traficantes de drogas estão cada vez mais reconhecendo as criptomoedas como meios rápidos, pseudônimos e transfronteiriços de transacionar valores, segundo especialistas da Chainalysis.

Conforme estudo publicado pela Chainalysis, empresa de análise de dados em blockchain, na terça-feira (12), cartéis de droga no México e na Colômbia estão utilizando criptomoedas para transações ilícitas, assim como ​​os traficantes que contrabandeiam cocaína da América do Sul através da Europa e dos Balcãs.

Além disso, o relatório “Tráfico de Pessoas de 2021”, publicado no site do Governo dos EUA, observou que as autoridades perceberam redes de tráfico de pessoas usando cada vez mais criptomoedas para lavar os lucros de seus crimes.

Cartéis de drogas utilizando criptomoedas?

A moeda preferida dos criminosos sempre foi e continua sendo o dinheiro vivo, não há tanta volatilidade, nem registro de cada transação e, portanto, pode mudar de mãos facilmente e anonimamente.

No entanto, uma queda nas apreensões de dinheiro físico de US$ 741 milhões para US$ 234 milhões de 2011 a 2018 – a maior parte de cartéis colombianos e mexicanos – sugere que os criminosos podem estar melhorando sua capacidade de evitar a detecção e estão encontrando outras alternativas para movimentar seu dinheiro, sugere a Chainalysis.

Como uma evidência disso em blockchain, a empresa trouxe para o relatório um caso onde sua ferramenta de vigilância em cadeira percebeu dois grupos suspeitos com transações ligadas à Hydra Marketplace, o maior mercado da darknet, que recentemente foi fechado por autoridades alemãs.

“Os agrupamentos suspeitos chamaram a atenção do investigador enquanto tentavam identificar agrupamentos com movimentos de viagem que refletiam uma rota internacional comum de tráfico de cocaína.”, disse a empresa.

Dois traficantes movimentando dinheiro da Hydra e utilizando corretoras centralizadas para lavar o dinheiro. Reprodução/Chainalysis.
Dois traficantes movimentando dinheiro da Hydra e utilizando corretoras centralizadas para lavar o dinheiro. Reprodução/Chainalysis.

“Nesta rota de longa data, a cocaína emana da América do Sul para a Europa Ocidental antes de ser transportada pelos Balcãs para a Europa Oriental.

A inteligência da Chainalysis indica que os dois grupos suspeitos podem estar envolvidos no tráfico de cocaína de um tipo semelhante – a única diferença é que os compradores finais dessas drogas estavam na internet.

Os fundos do primeiro [traficante] viajaram da Turquia para a Sérvia e Bulgária, enquanto o segundo viajou pelo México para Espanha e Rússia. No total, de 2019 a 2022, os suspeitos enviaram mais de US$ 13 milhões em bitcoin entre si e coletaram US$ 29 milhões das vendas da Hydra. Desde então, US$ 21 milhões foram enviados para duas bolsas centralizadas para lavagem.”

Anteriormente, a Chainalysis afirmou que, em 2021, os crimes com criptomoedas chegaram a US$14 bi, mas representam apenas 0,15% do total de transações. Vale notar que a empresa vende softwares relacionados a pesquisa em blockchain e trabalha em conjunto com as autoridades em diversas investigações ao redor do mundo.

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