Com o fechamento de inúmeras fábricas, lojas, e até restaurantes em quase todo o continente, o epicentro da pandemia sofre cada vez mais. A China sofreu uma enorme queda econômica na sua história moderna.

Atividade econômica desaba nos 2 primeiros meses de 2020
Contrações econômicas por ano da China. Fonte: National Bureau of Statistics, Bloomberg.

Queda de produção industrial (Laranja) em 13,5%; vendas por varejos caindo 20,5% (Branco), e investimentos em ativos fixos caindo 24,5% (Azul) no primeiro bimestre de 2020. Além disso, houve taxa de desemprego recorde em fevereiro, fechando em 6,2% da população durante o pico de casos da doença fora do país de origem.

Por conseguinte, ações do governo da China envolveram a quarentena da província de Hubei, além de feriados prolongados, restrições de viagens e negócios e cancelamento de festivais de grande porte, na tentativa de reduzir os efeitos da queda econômica.

Isto acabou resultando em uma economia mais estagnada ainda.

Além disso, comentários de Iris Pang, Economista do Banco ING na China, alegam que a quebra de exportação de suprimentos para a demanda global pode continuar até abril.

Uma árdua, lenta restauração

A contenção da epidemia pela China está dando frutos, mas há um desafio à frente no controle da disseminação em outros países. O crescimento da economia global e do comércio pode desacelerar em certa medida, o que exercerá algum impacto no crescimento econômico da China.

Porta-voz do Bureau Nacional de Estatística, Mao Shengyong, em Pequim

Enquanto muitos possuem grandes incertezas sobre o futuro da economia global, economistas da China continuam acreditando em um futuro próspero.

A China está chegando ao fundo do poço. Mas não será uma recuperação “em forma de V“.

Raymond Yeung, economista-chefe da China no Australia & New Zealand Banking Group, em Hong Kong

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