O dólar hoje (28) chegou a ser cotado a R$4,01, a maior alta no ano de 2019 e a maior alta em 6 meses. A moeda dos Estados Unidos, a mais utilizada no mundo, ganhou força no mundo inteiro, especialmente em países da América Latina como Brasil e Argentina.

dólar hoje
Gráfico do Dólar

A principal justificativa para a alta do dólar é a tensão política no governo Jair Bolsonaro. Desde que a bolsa chegou na maior alta de todos os tempos, o governo passou a se envolver em discussões e desentendimentos com a Câmara dos Deputados, especialmente Rodrigo Maia, presidente da Casa.

Além disso, teve a grande derrota do governo que resultou na aprovação da PEC que diminuiu o poder e a autonomia do governo sobre o orçamento público.

Investidores acreditam que a falta de diálogo e articulação podem comprometer a reforma da Previdência, que é vista como prioridade no momento. O Banco Central acredita que sem uma reforma, o Brasil entraria em recessão ainda em 2020.

A previdência social brasileira compromete uma grande parte do orçamento, com um rombo que tende a se tornar cada vez maior com o passar do tempo. Sem uma reforma, o governo não teria espaço para diminuir o déficit das contas públicas, que passaria a se tornar ainda mais expressivo.

Com isso, o risco Brasil fica maior, o que causa a retirada de investimentos estrangeiros e que diminui a confiança de qualquer investidor a médio e longo prazo.

Um cenário de não aprovação da reforma poderia levar a economia brasileira a patamares semelhantes ou piores do que o vivido entre os anos de 2016: juros em alta e real com grande desvalorização somados a recessão econômica com alto desemprego.

Paulo Guedes, que possui grande prestígio no mercado financeiro, seria o responsável por tocar reformas liberalizantes na economia, começando pela previdência. Até o momento, as coisas não correm bem para o Ministro, que chegou a dizer que deixaria o cargo caso não conte com a vontade da presidência e do congresso.