Redes sociais

Foi censurado nas redes sociais? Temos uma solução para você

Censura redes sociais descentralizadas

Recentemente o Facebook implementou um sistema de fact checking (veracidade das informações), duas empresas foram contratadas para prestar esse serviço. Realmente isso poderia ser algo extremamente positivo, todos gostam da verdade não é mesmo? Entretanto algumas pessoas levantaram questões pertinentes sobre a imparcialidade dessas empresas.

Mas nós temos uma solução, ela nasceu justamente para evitar a censura. São as redes sociais descentralizadas e redes que nasceram com a proposta contra a censura de conteúdo. Como? Eu explico.

Como funcionam

Nas redes descentralizadas não há um mega milionário como Mark Zuckerberg, que pode fazer o que bem entender com o seu site. Para que essas redes sociais sejam criadas, geralmente é feito um financiamento coletivo que capta recursos financeiros de pessoas interessadas no projeto.

As pessoas que participam desse financiamento recebem uma moeda que representa a rede social. Eles podem utilizá-la para comprar serviços, recompensar outros usuários que geram conteúdo ou até mesmo guardar esperando uma valorização no futuro.

Existe no máximo uma equipe de desenvolvimento para aprimorar o site. No entanto, eles não pode deletar conteúdo, censurar usuários e acessas seus dados para vendê-los a anunciantes e candidatos.

Um dos grandes problemas das redes sociais atuais é o alto nível de centralização. O Facebook nos últimos meses entrou em evidência pelo vazamento dos dados de seus usuários, um grave problema de privacidade. Esses dados foram cruciais para determinar o resultado das eleições americanas. Além disso, conteúdos têm sido apagados de forma arbitrária, ameaçando a liberdade de expressão.

Minds – Um Facebook distribuído e opensource

O Minds oferece uma navegação muito parecida com o Facebook, é possível monetizar suas postagens, que são pagas com o Token da rede social.. A princípio, já existe o primeiro grupo de Bitcoin no Brasil, você pode acessá-lo clicando AQUI.

A Minds nasceu da necessidade de dar liberdade de expressão aos seus usuários. Ela é OpenSource, ou seja, você pode criar sua própria rede se não gostar de hospedar o conteúdo nos servidores dos desenvolvedores.

O próprio criador da rede social admite que o Minds não é um produto pronto, ele está sendo desenvolvido aos poucos.

Então é bom ficar de olho.

redes sociais

Navegação da Minds. Simples e intuitiva.

Steemit – Uma alternativa para textos

A rede social Steemit é a principal entre todas, ela funciona como um Reddit ou um Medium. Os usuários podem gerar conteúdos que variam de vídeos a textos e serem pagos por isso. Exatamente, ao invés do Steemit usar seu conteúdo para ganhar dinheiro, você pode usar a Steemit para ganhar dinheiro com seu conteúdo.

Se o seu conteúdo for muito bom, os usuários vão te pagar com uma moeda chamada Steem. Com ela é possível você pagar outros usuários ou vendê-las nas principais corretoras de criptomoedas do mundo.

steemit uma das redes sociais descentralizadas

Demonstração da página principal da Steem

Indorse – LinkedIn

É uma espécie de Linkedin descentralizado. A plataforma usa métodos diferentes para validar habilidades de uma maneira simples e objetiva, incluindo o consenso descentralizado, onde exemplos de habilidades são julgados anonimamente por outros usuários aleatórios. Ele também usa sistemas baseados em IA, como robôs de bate-papo para validação automatizada em tempo real.

Ela faz uso de ferramentas e redes como a IPFS e uPort, dando maior resiliência a rede social.

Diferente das redes sociais tradicionais, onde os usuários podem declarar que livremente suas habilidades sem prova concreta. Através do Indorse, essas habilidades são testadas e validadas por outros membros que recebem uma moeda como incentivo.

Sapiens – Uma rede com curadoria

É um site altamente customizável, seu conteúdo é inteiramente armazenado na Blockchain do Ethereum, o que o torna incensurável e praticamente impossível de atacar.

Para fazer a curadoria do conteúdo a Sapiens usa um token na rede Ethereum, dessa forma os usuários conseguem avaliar quais conteúdos ele prefere. Além disso, se o conteúdo é de qualidade você pode mandar alguns centavos em tokens. Legal né?

Mas não acaba por aí, diferente do Facebook, a rede Sapien permite que você controle completamente os seus dados.

sapien rede descentralizada

Memo.cash – O Twitter do Bitcoin Cash

O memo.cash é um Twitter rudimentar, nele os usuários podem fazer posts de até 75 caracteres, mas no lugar de Tweets você envia memos.

Tais memos custam microtransações, cujos valores são menores que 1 centavo de real. Isso diminui a quantidade de bots, pois agora além do custo de fazer o programa ele terá que pagar (mesmo que pouco) para cada transação.

Outra grande vantagem é o fato de que, para cada seguidor ou like você ganha uma pequena quantia de Bitcoin Cash. Abaixo temos a lista de perfis mais ativos na rede social, ela ainda é muito jovem, por isso sua interface é meio rústica.

memo cashMas não se engane com a interface, pois o que realmente importa é a capacidade de se comunicar com o blockchain. Com ela você terá sempre controle da sua conta, é impossível te bloquearem, nenhum empregado malicioso vai poder acessá-la (pois não existe tal centralização de poder e nem empregados, a organização é descentralizada).

Paratii – O novo Youtube, brasileira e descentralizado

Além de todas essas redes sociais, nós também recomendamos o que muitos estão chamando de o Youtube brasileiro. A equipe de desenvolvimento é humilde, eles não gostam de se comprar ao Youtube, estão dando os primeiros passos no desenvolvimento de uma tecnologia super inovadora.

Temos um texto explicando melhor essa inovação tupiniquim, dá uma olhada:

Conheça a Paratii, a startup que quer criar um novo futuro para os vídeos online

E aí, gostou das nossas sugestões de redes sociais descentralizadas? Quer saber mais sobre esse movimento que dá liberdade individual e voz para os que vivem na censura? Assine nossa newsletter ou clique no sininho ao canto da página.

Sobre o criador de conteúdo

Economista em formação, escritor por vocação. Gosto de fazer investimentos, penso a longo prazo, mas não abro mão de fazer alguns trades. Trabalhei como Community Manager por 1 ano, representando a Foxbit e estou no mercado de criptomoedas desde 2016, mais especialmente no Bitcoin.

Comentário

  • Victor Ferreira
    11 de setembro de 2018

    Lucas ta de parabéns ! Conteúdo excelente. Uma pergunta, porque o cointmes não está na steemit ?

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