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Ishan Wahi, ex-gerente da exchange Coinbase, foi preso por fornecer informação privilegiada ao seu irmão e um amigo sobre a listagem de tokens, possibilitando lucros superiores a 1 milhão de dólares.

Preso por informação privilegiada

Fornecer (ou utilizar) informação confidencial com impacto no preço dos ativos para fazer operações de trade e lucrar com isso é considerado como crime financeiro na grande maioria dos países.

Em inglês, essa prática é conhecida como Insider Trading. No Brasil é chamada de “uso de informação privilegiada”.

Acusações anteriores

No dia 13 de abril de 2022, reportamos aqui no Cointimes que a exchange Coinbase estava sendo acusada no “tribunal da internet” por práticas criminosas de insider trading, referente à listagem de novos tokens na plataforma.

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Muitos investigadores, analistas e influenciadores começaram a especular sobre o uso de informação privilegiada para abastecer esquemas de Pump & Dump sobre os tokens, apresentando fortes evidências que corroboram essas alegações.

Saiba mais: Coinbase é acusada de “Insider Trading” no tribunal da internet, veja o que aconteceu

Preso por Insider Trading

Aparentemente o caso evoluiu até as autoridades jurídicas dos Estados Unidos, país onde está sediada a exchange de criptomoedas, Coinbase, listada na NASDAQ.

Na tarde desta quinta-feira, 21 de julho, o ex-gerente da Coinbase, Ishan Wahi, foi preso por informação privilegiada. Sob a acusação de fornecer e utilizar informação privilegiada em seu próprio benefício e em benefício de seu irmão: Nikhil Wahi, e também de seu amigo: Sameer Ramini.

Segundo investigação e reportagem da Bloomberg, Ishan Wahi dizia aos outros dois cúmplices quais os próximos tokens low-cap que seriam listados na plataforma.

Ao se tratar de uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo, listada na bolsa de valores, a simples listagem de tokens pouco conhecidos dava “credibilidade” e “validade” para estes projetos, causando aumentos de preço relevantes.

Desta forma, através do uso de informação privilegiada, era possível se posicionar com antecedência nos ativos e realizar o lucro após a entrada do varejo.

Os envolvidos lucraram mais de US $1 milhão através destas operações, o que terminou com o fornecedor das informações sendo preso por insider trading.

Perda de credibilidade para a Coinbase

Em um momento de baixa credibilidade no mercado, onde empresas têm tentado ser o mais transparente possível para ganhar a confiança de seus clientes, frente à diversas falências, roubos e calotes, a prisão de Ishan Wahi pode ser um baque muito grande para a Coinbase.

O preço das ações da COIN já estão reagindo à notícia ainda muito recente com seu ex-gerente sendo preso por insider trading. Neste momento sendo negociada por US $75,02, mas apresentando indícios de queda.

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