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A Linux Foundation publicou um relatório reconhecendo a importância dos NFTs para o mundo, fazendo críticas ao impacto ambiental de redes proof-of-work e apresentando soluções.

Estudo da Linux Foundation sobre NFTs

Muitos críticos das criptomoedas se apoiam em projetos com alto custo energético e emissão de CO2 para atacar todo o ecossistema de desenvolvimento de soluções em blockchain ou economia digital descentralizada, colocando todas as centenas de diferentes protocolos em uma mesma “caixinha” de generalização sem sentido.

A Linux Foundation, importante instituição para o segmento de tecnologia da informação, em parceria com a Hyperledger Foundation, investiu na produção de um relatório que aborda os benefícios da tecnologia NFT e apresenta soluções para seu alto impacto ambiental.

A Linux Foundation é uma organização sem fins lucrativos responsável pelo desenvolvimento do Software Opensource, Linux, e a Hyperledger Foundation é uma organização sem fins lucrativos responsável pelo desenvolvimento da Hyperledger, que está sendo utilizada para a construção da Rede Blockchain Brasil.

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No relatório eles se demonstram como entusiastas dos tokens não fungíveis (NFTs) e de todas as possibilidades que essa tecnologia pode oferecer para o mundo, em diversas indústrias e segmentos.

Ao mesmo tempo em que reforçam sua posição contrária ao alto consumo energético e emissão de CO2 que são inerentes à redes proof-of-work (PoW) conforme elas escalam e crescem em tamanho.

Muitas empresas vêm se recusando a adotar soluções com criptomoedas por estes motivos.

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Críticas contra a Linux Foundation

Este posicionamento assertivo gerou reações contrárias no mercado e muitos entusiastas de redes que usam a prova de trabalho como método de consenso se manifestaram contra a postagem no twitter e também contra o relatório.

O canal no youtube Jupiter Broadcasting publicou um vídeo onde ele acusa a Fundação de FUD e diz que este não é o trabalho da organização. Também afirma que a Linux Foundation está realizando “shill” de NFTs, enquanto ataca o Bitcoin.

Shill é uma palavra de cunho pejorativo, que surgiu em um cenário onde atores pagos ficavam próximos a casas de apostas chamando as pessoas para apostarem seu dinheiro em um sistema onde elas não poderiam ganhar (a casa sempre ganha). O termo também é associado a pessoas que promovem golpes financeiros ou esquemas de pirâmide.

Por mais que existam golpes e esquemas financeiros insustentáveis no mercado, as acusações de shill e fud são bastante exageradas, já que a Linux Foundation em nenhum momento está incentivando a compra de tokens não fungíveis ou espalhando informação falsa sobre o BTC.

O relatório e a publicação tem um foco exclusivo na tecnologia – o que está dentro da área de atuação das instituições – e em alternativas reais e acessíveis para aquelas pessoas que, como a Fundação Linux, enxergam futuro e benefícios tecnológicos, mas possuem opinião formada sobre os impactos ambientais e não utilizariam redes que não estão alinhadas com sua visão organizacional. O que é um ponto perfeitamente válido e legítimo.

Além disso, o relatório busca ativamente propor soluções de engenharia de software para ajudar ainda mais a diminuir o impacto ambiental e aumentar a eficiência de redes que utilizam blockchain para fins financeiros e tecnológicos.

Com este material, é possível que muitos mitos e críticas infundadas sobre todo o ecossistema desta nova economia digital que está se criando sejam esclarecidos e mais pessoas entendam que a indústria não se limita apenas a projetos como o Bitcoin ou o Ethereum em sua versão de consenso em PoW.

O que diz o relatório

“Os tokens não fungíveis (NFTs) são uma invenção única na história humana cujo papel está se estendendo rapidamente além das tendências especulativas em torno de colecionáveis ​​para casos de uso que têm um impacto social positivo.”

O relatório também fornece recomendações sobre como os criadores de NFT podem reduzir o impacto ambiental de seu trabalho, por exemplo, usando um mecanismo de consenso alternativo, através de outras blockchains ou protocolos e dá atenção para a escolha de sistemas robustos e seguros contra ataques e que possam aumentar em escala conforme o uso e a demanda também aumentem.

A Fundação sugere a utilização de protocolos com o modelo de Prova de Participação (PoS – proof-of-stake), cuja validação é realizada de acordo com ativos colocados em staking, com peso de voto proporcional à quantidade de liquidez travada na rede.

Gasto energético do proof-of-work

Apesar de ser uma crítica recorrente, muitas vezes ela é realizada sem o conhecimento correto e ignora também diversos outros sistemas que poderiam ser substituídos por estes mecanismos de prova de trabalho e possuem um impacto ambiental tão nocivo quanto as blockchains e ainda podem possuir impacto social negativo, que estes projetos estão tentando solucionar, como o da centralização e cartelização, por exemplo.

Apesar disso, é fato conhecido que já existem alternativas viáveis no mercado que ainda são ignoradas e é por isso que estudos como este da Linux Foundation são tão importantes, por mais que alguns entusiastas possam discordar das premissas utilizadas, a indústria só tem a ganhar com grandes instituições investindo em pesquisas e relatórios com o objetivo de espalhar fatos e informações relevantes.

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