movimentos dos mercados

O que vai movimentar os mercados nessa semana?

Essa semana está cheia de eventos importantes para a economia global e, que por sua vez, podem provocar volatilidade nos mercados internacionais, inclusive no Brasil.

Os EUA exibiram uma série de relatórios econômicos com números abaixo do que era esperado. No entanto, o relatório do quarto trimestre nos EUA em 2018 será o principal acontecimento que vai movimentar os mercados financeiros nessa semana.

Também haverá a apresentação de um relatório sobre a inflação dos gastos de consumo pessoal – que é como o Banco Central Americano mede a inflação.

Muitos investidores estão com olhos atentos para o desenrolar do mercado de títulos americanos (American Bonds ou Tesouro Direto). A diferença entre o rendimento dos títulos de três meses e os de 10 anos se inverteu pela primeira vez desde 2007.

Ok, mas o que isso significa afinal? Essa inversão nos rendimentos de 3 meses e 10 anos indica que uma recessão está chegando. Foi o que ocorreu todas as vezes que teve essa inversão.

Tem também dois acontecimentos muito importantes: negociações comerciais entre China e Estados Unidos (as duas maiores potências mundiais estão em guerra comercial). Não podemos nos esquecer do Brexit, que está longe de acontecer, com muitas notícias para se acompanhar.

1. Brexit

Não existe risco de a Grã-Bretanha se retirar da União Europeia sem qualquer tipo de acordo ou transição. Foi concedido um adiamento e a primeira-ministra Theresa May terá mais tempo para negociar outro acordo.

May sugeriu na sexta-feira que ela não poderia levar seu acordo de divórcio da UE, derrotado duas vezes, de volta ao parlamento nesta semana, deixando sua estratégia Brexit em colapso. The Times e The Daily Telegraph relataram que a pressão estava aumentando para que May renuncie.

2. Negociações entre China e EUA

EUA e China, os dois titãs da economia mundial, vão retomar as discussões comerciais nesta semana. Mas não está claro se os dois lados podem diminuir suas diferenças e encerrar a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O presidente Donald Trump disse na sexta-feira que as negociações destinadas a resolver uma disputa comercial de oito meses entre as duas maiores economias do mundo estão progredindo e um acordo final parece provável.

No entanto, autoridades minimizaram a perspectiva de uma conclusão rápida, uma vez que a China não está cedendo às exigências para que as empresas de tecnologia reduzam as restrições, segundo informou neste domingo o Financial Times, citando três pessoas informadas sobre as discussões.

É sabido que Pequim ainda não ofereceu “concessões significativas” para as reinvidicações de que a China pare de discriminar fornecedores estrangeiros de computação em nuvem, reduza os limites de transferências de dados para o exterior e reduza a exigência de que as empresas armazenem dados localmente.

3. Relatório do PIB nos EUA

Analistas esperam que os EUA apresentem um crescimento de pelo menos 2,4% nos três últimos meses de 2018. Os Estados Unidos cresceram 3,4% no terceiro trimestre de 2018.

O que se sabe é que a economia americana está começando a perder o fôlego depois do maior período de expansão da história.

O estímulo de um pacote de corte de impostos de US$ 1,5 trilhão e o aumento dos gastos do governo diminuem. Uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, abrandando o crescimento global e a incerteza quanto à saída da Grã-Bretanha da União Europeia, está obscurecendo as perspectivas.

4. Inflação

O Departamento de Comércio dos EUA vai divulgar dados sobre renda e despesas pessoais do mês de janeiro, que vão incluir dados de inflação.

É projetada uma inflação positiva de 0,2%. Quando consideramos em taxa anual, é esperada uma inflação para 1,9% ao ano.

O Banco Central dos Estados Unidos (FED), usa inflação como uma ferramenta para determinar se vai subir ou baixar as taxas de juros com o objetivo de manter a inflação a 2% ou abaixo disso.

5. Discursos de membros do Fed

Alguns discursos de membros do Fed chamarão a atenção do mercado nesta semana, já que investidores buscam mais indicações sobre a política monetária.

O presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, o presidente do Fed de Filadélfia, Patrick Harker, e o presidente do Federal Reserve Bank de Boston, Eric Rosengren, estão prontos para fazer seus discursos na segunda-feira.

Evans e Harker estão na agenda novamente na terça-feira, assim como Mary Daly, do Federal Reserve de São Francisco .

Na quarta-feira, a presidente do Federal Reserve Bank de Kansas City, Esther George, fez comentários em um evento organizado pela Money Marketeers, da Universidade de Nova York.

O vice-presidente do Fed, Richard Clarida, o governador do Fed, Randal Quarles, a governadora do Fed, Michelle Bowman, e o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, estão todos na quinta-feira.

Quarles estará em destaque de novo na sexta-feira.

Os membros do Fed na semana passada sugeriram que nenhum aumento de taxa virá este ano – depois de indicar em dezembro que duas poderiam acontecer. O banco central também indicou que pretende encerrar a redução de seu enorme balanço de US$ 4,2 trilhões até setembro.

Adaptado de Money Times.

Sobre o criador de conteúdo

Cointimes é um portal de conteúdo sobre a nova economia que está mudando o mundo. Aqui é um espaço aberto que busca ajudar a mudar a vida das pessoas através do conhecimento sobre blockchain, criptomoedas, educação financeira, investimentos, aplicações descentralizadas, inovação e empreendedorismo digital.

Postar um comentário

You don't have permission to register