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Desde setembro que a crescente inflação no Brasil está acima dos dois dígitos, impulsionada pelo preço da gasolina e outros itens incluídos no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

De acordo com a revista focada em automóveis Motor Show, o brasileiro paga 50% mais caro para abastecer com gasolina em 2021, pois, em novembro de 2020, a gasolina custava em média R$ 4,62. Os dados vêm do Índice de Preços Ticket Log (IPTL).

Porém, isso não é verdade para um grupo específico de brasileiros, que optaram por não guardar o valor do seu trabalho em real, e portanto enxergam os preços de uma ótica diferente.

Em bitcoin, o litro da gasolina custava há um ano 5.800 satoshis (a unidade de conta do BTC), enquanto hoje em dia custa 2.500 satoshis, menos da metade do preço.

Se essa comparação parece longe demais da realidade, saiba que não é. Ano após ano, mais pessoas são atraídas pela utilidade do Bitcoin como reserva de valor, e a quantidade de bitcoiners no Brasil superou o dobro do número de investidores da bolsa de valores ainda em 2018.

Guardando o seu tempo em real

Ao trabalhar, todos nós trocamos o nosso tempo por dinheiro, para então comprar o que precisamos para viver bem. O problema é que utilizar a moeda brasileira para reservar valor para o futuro é uma péssima escolha, já que o real perdeu 85% do seu poder de compra desde a sua criação em 1994.

Levando em consideração os níveis atuais do IPCA, 10,74%, o brasileiro médio perde quase metade do seu poder de compra em apenas 6 anos. Mas o IPCA é um indicador extremamente conservador, pois se observarmos o IGP-M, que está em 17,89%, o brasileiro médio quase metade do seu poder de compra em apenas 3 anos.

Grande parte dos brasileiros deixa o esforço do seu trabalho na poupança, que rende atualmente 70% da taxa selic, amenizando um pouco a perda do poder de compra, mas ainda claramente perdendo da inflação.

De acordo com o site Store of Time, 8 horas de trabalho convertidas e poupadas em real no início de 2020 se tornaram 7,12 horas de trabalho em outubro deste ano, uma desvalorização de 11%.

Poupando em bitcoin

Por outro lado, ainda utilizando dados do Store of Time, um dia de trabalho (jornada de 8 horas) convertido e guardado em bitcoin foi potencializado com o tempo para o equivalente a 8,23 dias de trabalho no mesmo período.

Bitcoin: Store of Time

Para enriquecer no mesmo ritmo de um bitcoiner, o brasileiro médio precisaria trabalhar cerca de oito vezes mais, com a reserva de valor utilizada sendo a única diferença entre eles.

Por isso a diluição do poder de compra pelos governos através da impressão desenfreada de dinheiro, e a impossibilidade de fazer isso com o Bitcoin é uma tecla tão batida pelos entusiastas da descentralização.

Mas qual o seu ponto de vista em relação a esse assunto: ainda está preocupado com o preço da gasolina ou você está vendo ele cair ao longo do tempo? Deixe seu comentário abaixo.

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