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Após dar sinais de interesse no mercado cripto, o aplicativo anuncia lançamento de uma série de produtos com foco em Web3, incluindo sua própria stablecoin. 

Como publicado pelo Cointimes, o PicPay estava buscando por desenvolvedores que entendessem sobre moedas digitais, blockchain e o conceito de web3. Foi especulado que a vaga demonstrava interesse da empresa em ofertar produtos e serviços relacionados a criptomoedas. 

Hoje (11), o PicPay revelou que, de fato, tem planos de incluir uma exchange de criptomoedas no seu aplicativo de pagamentos. Seguindo os passos de aplicativos concorrentes, como Nubank, 99Pay e Mercado Pago, que já começaram a se aventurar na oferta de compra e venda de criptoativos no Brasil.

Mas os planos ultrapassam a criação de uma exchange, passando pelo desenvolvimento de uma stablecoin própria, e chegando ao universo dos NFTs com um marketplace para usuários.

Desde o começo do ano, o PicPay vem trabalhando na estruturação de sua unidade de negócios de Cripto e Web3. O grupo de, até então, 20 profissionais está sendo liderado pelo executivo Bruno Gregory.

A expectativa é de que, até agosto, a plataforma passe a oferecer uma exchange na qual usuários terão a oportunidade de comprar moedas e armazená-las dentro do aplicativo. Inicialmente, a exchange contará com Bitcoin, Ethereum e USDP, mas o PicPay pretende negociar 100 moedas até o fim de 2022.

Anderson Chamon, cofundador e vice-presidente de produtos e tecnologia do PicPay, revelou ao NeoFeed que a empresa vai “entrar muito forte nesse mundo. Não será um produto acessório, será uma linha de negócios muito importante.”

Sobre a stablecoin, que será o próximo lançamento da empresa, Chamon afirmou que ainda “não existe uma stablecoin robusta lastreada em real, e o PicPay será o grande patrocinador disso.” A moeda vai receber o nome Brazilian Real Coin (BRC).

Símbolo da Brazilian Real Coin/NeoFeed

“Não será necessário ser um usuário PicPay para usar essa stablecoin. Você pode ser um turista vindo para o Brasil, pegar o Paypal ou outra carteira digital, comprar a BRC em uma exchange e usar no mercado brasileiro.”

Chamon para o NeoFeed

A paridade um para um da BRC, na qual RS $1 equivale a 1 BRC, é parte importante da stablecoin, que tem “as propriedades de uma moeda descentralizada,” permitindo que o usuário mande de um lado para o outro, “criando a desintermediação de banco, bandeira e adquirente.”

O PicPay também anunciou que vai cobrar um fee fixo para transações pequenas, enquanto que para grandes volumes, o fee será porcentual. O valor varia de R$ 0,39 a 1,2% da transação. 

A decisão para entrar no mercado cripto, segundo Chamon, é que os criptoativos começaram a “sair da fase de especulação para a fase de uso real,” sugerindo que que o usuário “vai poder pagar boleto, contas, PIX usando cripto.” 

Segundo ele, o papel do PicPay é tirar a complexidade das criptomoedas, trazer para o mundo real e ajudar o mercado a se popularizar, “seremos um agente propulsor disso.” 

Usando um exemplo do dia a dia, Chamon explicou que um usuário poderia fazer um PIX usando cripto sem que o dono do estabelecimento soubesse, pois o aplicativo fará essa conversão, “e ele receberá em dinheiro.” 

Chamon também afirmou que em 12 meses, “acreditamos que 3 milhões de usuários farão uso de criptoativos dentro do PicPay.”

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