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Por que as bolsas de valores não estão parando de subir? Mercado

Por que as bolsas de valores não estão parando de subir?

Bolsas de valores ao redor do mundo não param de subir desde o começo do ano. Bovespa bate mais um recorde de máxima histórica.

Lucas Bassotto
Lucas Bassotto

Os investidores decidiram que talvez o mundo não esteja chegando ao fim, afinal. As ações não param de subir ao redor do mundo desde o começo do ano.

O Dow Jones disparou cerca de 2.100 pontos, ou 10%, desde a véspera de Natal. Os preços do petróleo subiram o dobro. Até mesmo os títulos de alto risco se juntaram à festa. E a Bovespa não para de acumular máximas históricas desde o começo do ano.

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Ações da Bovespa seguem batendo recordes seguidos.

A recuperação geral continuou na quarta-feira e o Dow Jones chegou perto dos 24 mil pontos. O S & P 500 está tentando sua primeira série de vitórias de quatro dias desde setembro.

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Recuperação do Dow Jones

Recessão foi precificada cedo demais nas bolsas de valores?

Temores de uma recessão iminente foram substituídos por esperanças de que a desaceleração global seja apenas mais um pouso suave. A angústia dos investidores foi atenuada por palavras tranquilizadoras do Federal Reserve, um relatório de empregos de dezembro e sugestões de progresso na resolução da guerra comercial EUA-China.

“De repente, de uma hora para a outra, o sentimento mudou”, disse David Joy, estrategista-chefe de mercado da Ameriprise Financial.

Uma crescente expectativa de desaceleração econômica provocou o pior no mercado de ações em dezembro desde a Grande Depressão. O Nasdaq mergulhou. O S & P 500 e outros mercados quase seguiram o mesmo caminho.

Os investidores ficaram com medo da retirada de uma quantia recorde de US$ 84 bilhões, que foi retirada dos fundos de ações globais durante as últimas seis semanas de 2018, segundo dados do EPFR.

O êxodo do mercado de ações superou o recorde anterior das últimas seis semanas durante a crise financeira de 2008, segundo o UBS. “As ações foram longe demais. O mercado estava precificando uma recessão – mas os fundamentos não apoiavam isso”, disse Joy.

Powell muda seu discurso e ações não param de subir

O Fed desempenhou um papel central na precificação de um pior cenário ao anunciar seguidos aumentos na taxa de juros. O Dow Jones chegou a 26.828 pontos em 3 de outubro, dia em que o presidente do Fed, Jerome Powell, disse à PBS que as taxas de juros estão “muito longe” das neutras, que é o nível em a taxa de jurs não está nem desacelerando nem impulsionando a economia.

Os investidores ficaram apreensivos porque o Fed estava aumentando os custos dos empréstimos mais rapidamente do que a economia poderia suportar. Powell aumento o nervosismo dos investidores no dia 19 de dezembro, quando ele sinalizou pouca flexibilidade nas políticas monetárias do Fed.

Mas o Fed, desde então, vem em socorro ao mercado oferecendo uma orientação mais tranquilizadora. No dia 4 de janeiro, Powell prometeu que o Fed será “paciente” com a sua política monetária enquanto observa a evolução da economia.

Ele acrescentou que o Fed está “sempre preparado” para mudar sua postura, se necessário. Esses comentários ajudaram a impulsionar os 747 pontos do Dow Jones, que valorizou 3,3%. “O Fed foi a principal razão para a desaceleração – e para a reversão do sentimento”, disse Joy.

Ainda assim, as ações têm um longo caminho a percorrer antes de recuperar o terreno perdido durante a correção no final do ano. O Dow Jones permanece a quase 3.000 pontos de seu recorde.

Relatório de empregos nos EUA alivia investidores

O relatório de empregos nos EUA aliviou os investidores sobre a economia americana, mostrando que o mercado de trabalho dos EUA permaneceu muito forte no final de 2018. As empresas americanas criaram 312.000 empregos no mês passado, extrapolando as estimativas.

Naturalmente, o relatório de empregos é considerado um indicador da situação econômica de uma das maiores economias do planeta.

A guerra comercial é o grande x da questão. Os investidores ficaram esperançosos com um acordo entre China-EUA esta semana. As negociações comerciais em Pequim, inesperadamente, se estenderam até o terceiro dia.

Autoridades dos EUA não deixaram claro em uma declaração na quarta-feira quanto progresso foi feito. Contudo, Wall Street espera que problemas econômicos e de mercado, tanto nos Estados Unidos quanto na China, forcem os dois lados a chegar a um acordo.

Preços do petróleo, títulos de alto risco

Em retrospectiva, está claro que o massacre da véspera de Natal em Wall Street levou as ações a níveis insustentavelmente baixos. “A menos que os EUA estivessem prestes a entrar em recessão, era muito provável que o mercado tivesse ido longe demais e se recuperasse”, escreveu David Kelly, estrategista-chefe global do JPMorgan Funds, a clientes na segunda-feira.

Wilson vinha alertando para uma desaceleração do mercado há meses.
A venda também pode ter sido exagerada no mercado de petróleo. Os preços do petróleo nos EUA subiram acima de US$ 50 o barril na quarta-feira, deixando-os no caminho certo para uma série de vitórias de oito dias. Isso não acontece desde julho de 2017.

Até mesmo os títulos de alto risco se beneficiaram da recuperação. Depois de perder terreno no ano passado, os títulos americanos de alto rendimento retornaram 2,6% até agora em 2019. Esse é o melhor começo de ano desde 2009, segundo o UBS.

Mercado encara mais obstáculos pela frente

Então, é seguro dizer que a correção do mercado acabou? Talvez não. Os mercados provavelmente sofreriam nova pressão se a negociação entre EUA-China fracassarem, se o Fed soar mais agressivo ou se a economia global desacelerar mais que o previsto.

O processo de seguidas baixas é tipicamente desordenado, com os mercados frequentemente testando novamente as mínimas anteriores. “É uma forte recuperação e muito encorajadora – mas não conclusiva”, disse Joy, da Ameriprise.

Adaptado de CNN Business.

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Lucas Bassotto
Lucas Bassotto

Sou Lucas Bassotto, graduando em Economia. Um grande entusiasta do mundo da criptoeconomia. Atualmente trabalho na Foxbit produzindo conteúdo.

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