Lula aparece em primeiro em muitas pesquisas pesquisas e é vencedor na maioria dos cenários no segundo turno, o ex-presidiário tem chance de se reeleger e uma das primeiras propostas pode ajudar o bitcoin ante a moeda brasileira, mas será devastadora para a economia.

Nesta quinta-feira (17/05), Lula afirmou no Twitter que destruiria o teto de gastos:

O Teto de Gastos foi criado em 2016 pela Emenda Constitucional n°95, a PEC do Teto. Ele ajuda a conter os gastos governamentais colocando um freio na ampliação do Orçamento de acordo com o IPCA acumulado em 12 meses. 

Em outras palavras, o governo não pode sair gastando com propostas populistas ou de forma irresponsável sem incorrer em crime, isso dá mais confiança para os investidores que compram os títulos da dívida brasileira, pois existe uma certa previsibilidade e certeza de pagamento enquanto o Teto estiver de pé. 

Segundo análise macroeconômica do Banco Safra, o descumprimento do teto de gastos poderia aumentar o custo da dívida em 6% ao ano. O cenário para cumprir o teto até 2026 é ainda mais desafiador quando colocamos as despesas na pandemia vindas da PEC do Orçamento de Guerra. Somente o auxílio emergencial incorre em custos na ordem de R$ 50 bilhões por mês. 

Dívida Bruta do Governo Geral

O Brasil já deixou de pagar a dívida em 1987 e os efeitos foram devastadores, o custo do financiamento do governo explodiu, a inflação entrou em uma espiral de alta e o país só se recuperou totalmente após 2 décadas. 

Inflação histórica IPC

Bitcoin, um hedge contra governos irresponsáveis

Nessa mesma época o preço do ouro no Brasil decolou. No gráfico abaixo vemos os preços desde a criação do plano cruzado Cz$  em março de 1986 de acordo com o preço internacional do metal precioso, ou seja, é bem possível que no mercado interno o ouro tenha disparado ainda mais.

Repare que a situação acabou ficando sem controle a partir de fevereiro de 87, exatamente quando o governo Sarney declarou a moratória da dívida. Daí em diante a situação degringolou.

Ouro em cruzados
* Fonte: Investing e Banco Central do Brasil

Historicamente o ouro sempre foi uma maneira de guardar valor em países com inflação monetária descontrolada e dívida em moratória, da Alemanha de Weimar até a Venezuela de Maduro o ouro sempre foi a última opção. 

Mas recentemente um fenômeno acontece com o bitcoin, a criptomoeda tem sido usada como um substituto melhorado do ouro em países como Argentina, país em que virou costume ter uma dívida pública descontrolada. Em média, o país de Maradona entrou em moratória a cada 22 anos nos últimos 200 anos.

O último default foi em 2019 e provavelmente veremos outro daqui a um tempo, o que aconteceu com o preço do bitcoin nesse período? Disparou mais do que em outros locais do mundo:

Leitura complementar: Bitcoin se torna alternativa para Argentina economicamente fraca

O mesmo fenômeno acontece na Venezuela, Líbano e outros em crise tanto na estrutura da dívida pública quanto em questões inflacionárias. 

Então quanto pior melhor?

As consequências do fim do Teto são impossíveis de se calcular, ainda mais em um possível governo com um ímpeto gastador enorme.

Os problemas econômicos também afetariam os bitcoiners mesmo com o preço da criptomoeda supervalorizado. Desemprego, falta de alimentos nas prateleiras e hiperinflação, a diferença está no grau de impacto entre aqueles que detêm bitcoin e os que estão de fora. 

Outra vantagem da criptomoeda sobre o ouro e dólar é a dificuldade de ser confiscada pelo governo, como já aconteceu com o ouro/dólar múltiplas vezes na história.

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